quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Evanescence - Good Enough




Under your spell again
I can't say no to you
Crave my heart and it's bleeding in your hand
I can't say no to you
Shouldn't have let you torture me so sweetly
Now I can't let go of this dream
I can't breathe but I feel...
Good enough
I feel good enough for you
Drink up sweet decadence
I can't say no to you
And I've completely lost myself, and I don't mind
I can't say no to you
Shouldn't let you conquer me completely
Now I can't let go of this dream
Can't believe that I feel...
Good enough
I feel good enough
It's been such a long time coming
but I feel good
And I'm still waiting for the rain to fall
Pour real life down on me
'Cause I can't hold on
to anything this good enough
Am I good enough
for you to love me too?
So take care what you ask of me
'cause I can't say no.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Raiva

Raiva s. f.
do Lat. *rabia, por rabies

s. f., Veter.,
doença provocada por um vírus que ataca os carnívoros, especialmente o cão e o gato, e que se transmite ao homem por mordedura destes;
hidrofobia;


fig.,
aversão;
ódio;
fúria;
apetite irresistível;
prurido que as crianças sentem nas gengivas, na primeira dentição;
espécie de biscoito.

My Favourite Spots @ The Eternal City according to...


Ora aqui está uma grande questão, questão essa que depende de com qual dos Egos-ângulo, pinceladas da palete que compõem o quadro do meu ser estou a analisar. Se não vejamos:


Ego Consumista: Via dei Gondotti e Piazza di Spagna. Oh, Meu Deus! A loja da Prada foi sem dúvida a minha preferida. Vi lá o vestido ideal para o Baptizado do meu sobrinho. O único inconveniente foi mesmo o preço: € 4500. Proibitivo! A escadaria tem o seu encanto, sobretudo porque está pejada de pessoas a fazer fotosíntese todo o dia... Mas deixem-me que vos diga, Meus Amigos, vale a pena entrar em todas aquelas lojas, só pelo prazer (e quando eu digo prazer é mesmo prazer físico) de regalar os olhos com coisas desenhadas para ser belas...começando pelo senhor (ou melhor, pela Brasa-acabada-de-saír-de-uma-página-da-Vogue) que gentilmente nos abre a porta...


Ego Romântico: A esplanada que existe plantada pelos deuses à entrada dos jardins da Villa Borghese...


Ego Espiritual: O altar da Basílica de São Pedro. A escolha foi difícil. Poderiam ter sido os frescos da Capela Sistina, mas nem as cores garridas e os episódios bíblicos retratados com tanta vividez me fizeram balançar. Comovida fiquei mesmo quando, descendo a arfar da cúpula da Basílica, lá entrei e dei de caras com o altar. Tem um vitral em tons ocre com um tom mais escuro no centro que, conforme lhe bate a luz, parece mesmo um Olho gigante, como que a fitar-nos. Deus, tudo vê! E depois, aquele trono talhado em pau santo... É um trono e está vazio. É certo. Mas apenas aos olhos dos não crentes. Sente-se a Sua presença, sentado naquele exacto lugar... Não contive as lágrimas ao túmulo de João Paulo II. É ainda um local de peregrinação vivo. Velas, flores, orações, luz. Mesmo à direita de São Pedro. A simbologia é tudo...



Ego Cultural: Uma missa coral na Basílica de São Paulo presidida pelo Papa. A alegria da comunhão da Fé presidida pelo sumo pontífice. Eram tantas as Ordens Religiosas, das irmãs e dos padres, tantos os hábitos. Surpreendeu-me que batessem palmas e acenassem com lenços brancos a chegada e a saída do Papa. Todos juntos, cantando a Fé em latim, língua viva para os crentes. Em segundo lugar, uma missa com canto gregoriano (aí uns 20 padres), em italiano na Chiesa di San Anselmo, pertíssimo do nosso Hotel.



Ego Humilde: a revelação mais surpreendente foi espreitar pelo buraco da fechadura de um portão gigante, na Piazza dei Cavalieri di Malta, again, perto do nosso Hotel, ver um longo caminho em brita com ciprestes ladeando-o e lá bem ao fundo, a cúpula da Basílica de São Pedro. Arrebatador. De noite, sobretudo.



Ego Soberbo: O nosso Hotel San Anselmo. Se um dia voltar a Roma (e espero que sim, porque atirei a moeda de costas para a bela Fontana di Trevi), irei lá ficar novamente. Desde o luxuoso conforto barroco dos quartos, até à simpatia de Mr. Vicenzo, le concièrge, tudo foi maravilhoso na nossa estada. O pequeno-almoço rico e fresco, a decoração cuidada e majestosa, as toalhas quentes, a banheira de hidromassagem, a temperatura do quarto, o conforto da cama, a limpeza e arrumação. No meu dia de anos, room service especial: duas flutes e champagne brut (o meu preferido)...Nunca dormi tão bem...Ah, e um agradecimento especial a quem me ofereceu aquele faustoso ramo de flores que quase me fez chorar de emoção...Túlipas rosa (declaração de amor), rosas brancas (Amor a Deus, pensamento abstrato, pureza, silêncio, virgindade) e lírios amarelos (casamento, doçura, inocência, pureza) compunham o ramo...



Ego Ritual: A excursão diária à Fontana di Trevi (fechar os olhos e ouvir a água jorrar e depois abrir e dar de caras com Aquilo), de dia e de noite, e a excursão diária ao buraco da fechadura, de dia e de noite.



Ego Guloso: Sem dúvida, a melhor comida de sempre. Começando pelo balde de Tiramisú em La Villetta, passando pelo supli, as Pizzas (as melhores que já comi) e a Panna Cota em Remo e pela fusão delicada em Gusto...até a panini vegetariana crocante em Forno (Campo di Fiori) eu adorei! Mas com os 20 Km diários, impossível seria engordar...



Ego Lascivo: Oh Meu Deus, os homens italianos (pelo menos os straights, que são em maior quantidade com que esperava à partida) são de um charme e lata que me atrai instintivamente. Dou por mim a aspirar sem querer os vapores dos seus bons perfumes, a olhar fixamente nos olhos ardentes que me desejam de volta, a admirar como que em câmara lenta os esvoaçantes sobretudos de caxemira...ah, e as camisas de gola italiana com gravatas de nó bem grosso são muuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito sugestivas...E não têm vergonha nenhuma na cara...eles olham...oh, se olham...



Ego Cultural/Guloso: os Caffés históricos. Ainda que a minha primeira inclinação fosse venerar o Rosati na Piazza del Popolo pela sua cor politica, o Grecco na Via dei Gondotti é o mais luxuoso e apetitoso, mais a minha praia. A casa Babington é mediana. As geladarias, aparentemente modestas, têm simplesmente os melhores sabores do mundo: na Gellateria San Crispino perto da Fontana di Trevi, o melhor merengue de côco. Na Gellateria Fioco di Neve, o melhor Zabaglione. Só tive pena de não ter apetite para os Profiterole enrolados em chocolate do Caffé Gigliotti (se não estou em erro).



Ego Monumental: Peço desculpa aos meus amigos "cultos", mas o Coliseu só é bonito pela sua magnitude. Aquela época da história é para mim a menos apelativa. O Renascimento diz-me muito mais ao coração. Por isso, todas as milhentas igrejas e frescos de Caravaggio e Michelangelo me deixam muito mais estarrecida. As imagens de santos espalhadas por toda a cidade...Gostei muito do "Bolo da Noiva", Il Vittoriano...gosto de monumentos branquinhos, lavadinhos, arrumadinhos, simétricos...enfim, que facere?



Ego Empático: A simpatia de todos aqueles que nos atenderam nas lojas (excepto a bruta de Yamamo), de todos aqueles que abordámos na rua pedindo direcções, de todos aqueles a quem nos dirigiamos em italiano e nos respondiam assumindo que falávamos a mesma língua... Vou nomear os mais simpáticos e que me ficaram na memória: a makeup artist que nos explicou como fazer o smoky eye, a rapariga da loja Farfalina, o meu Vicenzo, o chinoca do room service, a romena da Furla, o casal de meia idade a quem perguntámos sobre a Floco di Neve, o pessoal da Greenpeace, o casal de velhotes a quem perguntei por Aventino desde a Piazza Venezzia, todos os Carabinieri sem excepção, o chefe da Pizzeria Remo, o Pontifical Swiss Guard na Basílica de São Paulo, os senhores do Caffé San Pedro que me ofereceram o meu almoço de anos...



Amei...tudo! Até os caixotes de lixo das ruas...


Foto do dia: Altar da Basílica de São Pedro, com a definição possível...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A Cidade Eterna


Estava a aproveitar os últimos momentos dos 15 minutos que paguei para ir à net, quando me lembrei que podia deixar um post só para marcar que foi escrito num IP situado na esquina da Corso del Rinascimento com a Corso Vittorio Emanuele. Foi o que fiz ontem...


E o que disse, estava mesmo a senti-lo, aliás como sinto tudo quanto digo. Às vezes sinto é mais com que aquilo que digo, mas isso são outras núpcias.


Sobre esta Viagem proliferarão posts que nem cogumelos, mas hoje, que tenho de descer à realidade, queria apenas dizer-vos que mudou a perspectiva que tinha da vida e de como quero vivê-la.


A realidade não me parece tão negra hoje. Aliás, há muitas coisas boas reservadas para mim aqui neste mundo...basta escolher vivê-las.


Até o ritmo a que bate o meu coração desacelerou...


Procurava Paz com esta viagem. Paz e perspectiva. Estou em Paz. E com uma nova perspectiva.


Missão Cumprida!


Amanhã, amadurecerei ainda mais os lugares, os sorrisos e as cores e decidirei (ou não) revelar-vos My Favourite Spot in the Eternal City...


Hoje só quero viver as recordações em silêncio!


Foto do dia: Sant'Agnese in Agone, Piazza Navona

Nota: Perdoem-me mas a máquina fotográfica não alcançava melhor que isto
Agradecimento: Àquele alguém especial que me falou ao coração no dia do meu aniversário, precisamente no momento em que estava no topo da Cúpula da Basílica de São Pedro, num dia de sol radioso. O meu coração era luz.


domingo, 27 de janeiro de 2008

Nao tenho muito tempo, mas...

Estou muito feliz!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Fumar ou não fumar, eis a questão


Acordei um minuto antes do despertador. Woohoo, pensei. Deixei-me ficar e desliguei-o, mal começou a vibrar. Acendi a luz. Coloquei o robe pelos ombros, dei uma laçada no cinto. Prendi a trunfa com um ganchinho. Abri a janela. Estava um sol radioso. Suspirei.


Fui directa para a cozinha com a Visão debaixo do braço, preparar uma taça de leite e cereais. Como sempre, mal cheguei à cozinha liguei o rádio. Uma música qualquer que já nem me lembro a passar.


Li o artigo do "Como deixar mesmo de fumar". Não que fume activamente, mas sempre me interessa saber o que é que as pessoas têm que fazer para "curar" um vício que só lhes aumenta a ansiedade e stress, em vez de as acalmar (crença geral). Enfim. A perseguição que se faz hoje-em-dia aos coitados dos fumadores é que para mim é irracional. Eles têm direitos! Desde que não incomodem ninguém...lá estão os limites da liberdade a falar.


E depois, falam-me dos direitos dos não-fumadores que não têm que ser obrigados a fumar passivamente, que escolhem ser saudáveis. Tudo bem. Não temos que fumar passivamente. Mas as pessoas que vão passear tardes inteiras para os centros comerciais, cujos sistemas de ventilação/extracção e insuflação de ar fresco são insuficientes para o poluente gerado (dióxido de carbono) pelo simples metabolismo humano, com isso não se preocupam.


Com as dioxinas e furanos (substâncias cancerígenas) que inalam e ingerem quando vão comprar frangos assados ou quando fazem barbecues no Verão, também não os preocupa.


Os estúpidos que queimam pneus a céu aberto também não se preocupam em lançar para a atmosfera quantidades muito maiores de poluentes que uma simples co-incineração em condições controladas.


A incineração de resíduos hospitalares também os preocupa muito. Até a Quercus anda preocupada. Mas onde é que esta gente (os "técnicos" destas ONG's) estudou para arranjar fundamentos científicos que suportem estas opiniões? Prefeririam mandar para aterro restos humanos? Em absoluto...longe da vista longe do coração.


Os mecânicos que trabalham em oficinas todo o santo dia também não estão preocupados com as quantidades de monóxido de carbono que se lhes liga aos glóbulos vermelhos em vez do oxigénio que não entra em quantidades suficientes para lhes alimentar o cérebro.


E curiosamente, não se vê ninguém nos parques da cidade. Quando era miúda, ia com os meus Pais quase todos os fins-de-semana à Gulbenkian. Do Campo Grande só se ouve falar de assaltos.

O Parque das Conchas só tem ocupado o parque infantil. O resto está deserto. Tanto melhor para os corredores. A Expo enche-se de gente a fazer o passeio dos tristes. As zonas verdes estão desertas. Já nem se fazem piqueniques no primeiro de Maio.


As doenças cardiovasculares é que são a maior causa de morte em Portugal, não o cancro do pulmão. Que tal comerem mais saladinha? E frutinha? Menos carne vermelha? Mais grelhadinhos e cozidinhos? Menos cervejola e vinhaça? Mais exercício físico, não? Mexer esses rabos gordos é que não...


Mas não! O fumo do tabaco é que é um flagelo.


O meu Pai fumou durante grande parte da minha infância e adolescência. O cigarro da praxe a acompanhar o café à hora da refeição, curiosamente nunca me incomodou. Fazia parte do ritual. Fumar é um acto social. Mas o meu Pai é um senhor. O fumo do seu cigarro nunca incomodou nenhum vizinho porque ele sempre foi muito cuidadoso com a direcção da sua pluma (pluma é o nome científico para o desenho da dispersão visível do conjunto de gases de uma dada fonte de emissão).


No fundo, a dualidade fumador vs não fumador é tudo uma questão de hipocrisia ou tema da moda, como a Maddie ou a interrupção voluntária da gravidez.


Estou do lado dos fumadores e nunca fumei nada a minha vida inteira. Pelo menos não activamente. Gosto de entrar num bar ou numa discoteca e ver o fumo a esbater a face das pessoas. Torna toda a experiência de sair à noite muito mais mística.


E depois, não é a mesma coisa chegar a casa e não sentir o cheiro do tabaco impregnado no cabelo e na roupa, até ao soutien...


É como sair da disco sem o zumbido no ouvido e as costas transpiradas. Faz parte!


Viva a liberdade! Abaixo a ignorância!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Só o Amor É Real - Brian Weiss


Há muito, muito tempo, minha amiga R emprestou-me este livro. Disse-me que seria a única pessoa que o compreenderia. Li-o numa noite, de uma só golfada. Fez-me sentir que não caminhava sozinha no mundo.


Vidas passadas permanecem dentro de nós. Em "Só o Amor é Real", Dr. Weiss revela que cada um de nós possui alguém que nos acompanha pela eternidade. Alguém que já tivemos a felicidade de reencontrar ou que está à nossa procura, porque fomos destinados, para sempre, um ao outro.


"Só o Amor é Real" descreve o drama da procura de almas gémeas — duas pessoas que estão marcadas para todo sempre pelo amor que tiveram em outras encarnações, e que percorrem vidas e vidas, sempre à procura uma da outra. Atravessam oceanos de tempos e profundidades celestiais para estarem connosco novamente. Vêm do outro lado do céu.


Podem parecer diferentes, mas o nosso coração reconhece-as. O nosso coração abrigou-as nos braços em tempos antigos. Há entre eles e nós um laço eterno, que nunca nos deixa sós. A nossa mente pode interferir. "Eu não te conheço". Mas o coração sabe.


Ela toma a nossa mão pela "primeira" vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz disparar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ser. Ela olha nos nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos.

Há uma estranha sensação no nosso estômago. A nossa pele arrepia-se. Tudo o que existe fora desse momento perde a importância. Ela pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos reencontrado, embora a conheçamos. Sentimos a ligação. Vemos o potencial, o futuro.


Mas ela não o vê. Temores, racionalizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu. Ela não permite que afastemos o véu. Choramos e sofremos, mas ela vai-se . A "natureza" tem os seus caprichos.


Quando os dois se reconhecem, nenhum vulcão é capaz de explodir com força igual. O reconhecimento do espírito pode ser imediato. Uma súbita sensação de familiaridade, de conhecer aquela pessoa em níveis mais profundos do que a mente consciente poderia alcançar. Em níveis geralmente reservados aos mais íntimos membros da família. Ou ainda mais profundos.


Sabemos intuitivamente o que dizer, como ele vai reagir. Um sentimento de segurança e uma confiança muito maior do que se poderia atingir em apenas um dia, uma semana ou um mês. O reconhecimento da alma pode ser subtil e lento. Um despertar da consciência à medida em que o véu se vai aos poucos levantando. Nem todos estão prontos para ver imediatamente. "Nem todos conseguem chegar a um certo nível de sensibilidade, estética e sensualidade". Há um ritmo nisto tudo, e a paciência pode ser necessária àquele que percebe primeiro.


Um olhar, um sonho, uma lembrança, uma sensação podem fazer com que despertemos para a presença do espírito. O toque de suas mãos ou o beijo de seus lábios pode nos despertar e projetar-nos subitamente de volta à vida. O toque que nos desperta pode ser de um filho, de um pai, de uma mãe, de um irmão ou de um amigo leal.


Ou pode ser da pessoa a quem amamos, que atravessa os séculos para nos beijar mais uma vez e lembrar-nos de que estamos juntos sempre, até o fim dos tempos.

A pessoa pode reconhecer a química. A atracção está lá em definitivo, mas a origem da química não é compreendida. É ilusório acreditar que essa paixão, esse reconhecimento da alma, essa atracção sejam facilmente encontradas de novo com outra pessoa. Não se tropeça numa alma gémea todos os dias, talvez só mais uma ou duas vezes numa vida. A graça divina pode recompensar um bom coração, uma alma cheia de amor.

Nunca nos devemos preocupar em encontrar a alma gémea. Tais encontros são coisa do destino.
Ocorrerão. Depois do encontro, reina o livre arbítrio de ambas as partes. Que decisões são ou não tomadas é uma questão de escolha. Os mais adormecidos tomarão decisões baseadas na mente e em todos os medos e preconceitos. Infelizmente, isto muitas vezes resulta em corações partidos."

Brian Weiss, in Só o Amor é Real. A História do Reencontro de Almas Gémeas”


Mustapha nomeou-o num dos seus enigmáticos paradigmas, a propósito de um dos meus, "o Amor é forte como a morte" em o "Cântico dos Cânticos", superando as sagradas escrituras: "O Amor é mais forte que a morte".

Achei este facto, aliado a tantos outros, muitíssimo curioso.

Comentários ao Paradigma de Espiritu

«O tempo perde-se entre as dunas
e o céu cumprimenta o dia em amor.
Os pássaros esvoaçam entre a tundra
uma flor desperta a beleza ausente à toda a dor:)»

Ora bem, vamos lá dissecar esta quadra. Entendo a poesia de cada palavra. Não consigo é entender a poesia do poema. Talvez porque hoje tenha acordado com especial enfoque para o meu Paradigma Ricardo Reis, para o hemisfério direito do meu cérebro.
Antes de começar a "bater no ceguinho" começarei por educadamente agradecer a amabilidade ao Espiritu em ter deixado um contributo no meu humilde blogue sobre um assunto tão delicado como a amizade eterna que tenho por P. Por favor, Espiritu, não te coíbas de me agraciar com futuros comentários em poesia ou prosa, conforme te aprouver, por mais ignorante que pareça o meu comentário ao teu comentário e que a seguir exploro.
"O tempo perde-se entre dunas". Com certeza que sim. Sobretudo quando vivemos momentos felizes, na companhia dos livros, do papel e da caneta, dos amores ou dos amigos, dos pensamentos ou dos sentimentos. Vale sempre a pena perder tempo entre dunas numa praia, aliás, entre dunas, divãs, biombos, hortelãs, pensamentos lavados, refrescos gelados e maçãs.
"E o céu cumprimenta o dia em amor". Bem, aqui depende. O céu está sempre lá. Dia e noite. Cabe-nos a nós e aos nossos sentimentos ver nascer o dia cinzento ou azul. A cor com que o vemos nascer depende apenas do amor que carregamos. Mas o Amor, esse, está sempre cá. Durmamos ou estejamos bem acordados. Cause-nos uma alegria imensa ou apunhale-nos com dores lancinantes.
"Os pássaros esvoaçam entre a tundra". Meu Amigo Espiritu, denoto muita confusão de habitats/biomas para tão pequena quadra. Tão depressa estamos nas dunas (clima mediterrânico) como in a blink of an eye estamos na tundra (círculo polar ártico). A Tundra, provém da palavra Tunturia, que significa planície sem árvores. Ora, só no Verão da Tundra (que dura cerca de 2 míseros mesinhos) existem plantinhas rasteiras e com isso, alguns animais despertam do seu estado de hibernação. No caso das aves, apenas sobrevivem espécies como a perdiz e a coruja-das-neves. Não são assim tantos pássaros. Não dá a noção de bandos a esvoaçar...
"Uma flor desperta a beleza ausente à toda a dor". Flores na tundra ou nas dunas?????? Impossível either way. Não há abelhas nem tempo quente suficiente na tundra para poder haver flores e nas dunas só existem cactos e plantas salinas. É certo que o olhar para uma qualquer flor desperta a sensação do belo nos corações mais sensíveis, mas há beleza na dor. Por haver sensibilidade na beleza. Por isso, não concordo com essa de que a beleza seja imune a toda a dor.
Suponho também que te tenhas enganado na contração do "à". Talvez querias ter dito "a". Pelo menos faria mais sentido. Agora, por amor de Deus, Espiritu, não me digas que querias colocar "há"...
Keep up the good works...mas um poema é muito mais que a simples soma das partes...

A pedido de várias famílias...


Como de costume, por altura do meu aniversário, chovem telefonemas a perguntar para quando a festa de arromba do costume...


Pois é, este ano irão ter que esperar...se não vejamos:


#1 - Esta semana vou embora na 4ªF e volto Domingo. Talvez não volte tão cedo! Sabem como é: "Italians do it better!"...

#2 - Detesto jantaradas a meio da semana. Depois há sempre os cortes que não querem ir "balhar" porque têm não-sei-o-quê no dia a seguir...

#3 - No outro fim-de-semana, que tem 4 dias, é Carnaval e por isso, não poderia perder a tradição familiar de o festejar em terras de Loulé, descansadinha à beira-mar e, como companhia, o viciante livro do momento "O Setimo Selo" de José Rodrigues dos Santos, ou o "Orelhas" para os amigos...

#4 - Outra vez a semana, em que nem pensar em organizar um jantar...

#5 - Eis que chegamos ao derradeiro fim-de-semana das comemorações do trigésimo aniversário do nascimento desse grande génio da cultura portuguesa, a autora deste mui nobre blogue. Sexta-feira o jantar será servido para um grupo de amigos e sábado, terá lugar outro jantar para outro grupo de amigos.


E porquê essa cisão, perguntam ustedes?


Elementar, Meus Caros: dada a infinidade de paradigmas-mosaico que compõem o meu ser, há traços de personalidade que aprecio em cada um dos meus amigos, que poderão ser considerados opostos entre si. Por outro lado, com a sabedoria que a idade me vai trazendo, oferece-me dizer que lá porque eu amo cada um dos meus amigos não quer dizer que eles se amem uns aos outros, antes pelo contrário. Assim, para me poupar a dissabores, irei dividir as pessoas por afinidades.


Mas garanto que a espera irá valer a pena!


Em breve, receberão o belo do convite com as instruções e o meu NIB em letras garrafais ;-) para generosas contribuições!


Para vos poupar a comentários jocosos, esta parte do NIB era só uma piadinha comum que ilustra bem o meu "xitéx" de hoje.


Este ano, aqui junto a Wish List:


- o gato ou gata, desde que:

i) ainda seja pequenino(a) (mas com mais de 2 meses para não ser afastado do calor de sua Mãe antes de tempo)

ii) seja mansinho(a) (para não me dar cabo dos cortinados de seda selvagem)

iii) não tenha sido comprado(a) numa qualquer loja sub-humana de revenda de animais.

iv) o Pai sempre disse que se tivesse um gato em casa, nunca mais me visitaria, pela crueldade que é mantê-lo sozinho todo o dia. Parece que ainda o ouço "Ou o gato ou eu!". Assim como assim, o Pai raramente me visita...

- uma planta verdadeira, comprida e frondosa para dar vida à sala e para me redimir de ter assassinado à míngua de hidratação as minhas plantas Mena, Renato e Ciclone no Verão passado. Cheguei de férias e o cenário era de desolação. Fui negligente, mas consegui ressuscitar o Renato e o Ciclone, à força do CPR de plantas Substral, mas a Mena (Orquídea) que P me ofereceu há 6 anos não sobreviveu ao episódio traumático.


P, as orquídeas são muito sensíveis a variações de luz, temperatura, humidade e substrato mas são plantas muito resilientes. A primeira vez que a flor caiu pensei que a planta tivesse morrido. Dois anos depois, desabrochou novamente. Mudei de casa. Levei-a comigo. Mudei-a de vaso. A flor caiu novamente. Continuei a regá-la todos os dias até ao derradeiro episódio do homicídio continuado destas férias...


Mas foi a planta mais bonita que tive até hoje...como a nossa improvável amizade...






sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Cake (never there) vs Gus Gus (ladyshave)

Tenham paciência! Ando a revisitar as músicas da época em que fui mais feliz, tentando reunir uma banda sonora!

Estas são clássicos das minhas noites de Incógnito, regadas a jelly shot de morango, ao negro humor do D'Artagnan e ao talento do Rai.

Ai, aquele sofá vermelho!


NEVER THERE - CAKE



LADYSHAVE - GUS GUS

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

The Golden Palominos - Ride (1996)

Para seguir a música com a letra. Uma das minhas favoritas, pela sensualidade da voz...

At any moment, you know,
your manufactured cool could blow
Welcome to the land of pointless and destructive
You keep whining and crying into your beer,
complaining the reception doesn't come in clear
(you just can't make a connection)
What are all the pretty people on?
No one ever learns to speak American
There are only so many Kung Fu movies you can watch
Haircut, hometown, heroin friends
You make excuses, you should make amends
Who do you call for help when all your friends are dead?
Now they're calling to you from the bar,
and they're fucking with your film noirand
you wear your hope like Christmas
Now I don't know how to break this to you
but her blue eyes were never blue
So now the good times are gone but really, they never arrived
The terrycloth's beneath the tieand
another liar's caught in a lie
'I love you' hangs in the air like a subtitle
There's a war going on inside
the barshe calls for the check, you call for the car
And when you kiss her she tastes like hot candy
Now you're just left to wonderhow
she sized you up in three minutes or under
She's out of your league, you're out of your mind
Things only feel truewhen someone's abusing you
You are sometimes startled you are never surprised
There are only two speeds: fast and faster,
now you're lashed to mast and lashed to master
Whether you're in bed or in court, everybody gets off
So she smokes to keep from eating
and you fuck her to keep from feeling
and this is a taste, and this is a waste
and these are all of your days sacrificed
You're rocking out in an empty room
you've built your house, it's become your tomb
Mmm thanks, she says, I'll keep my options open
Now you're nervous with hope, nervous with fear
she's barely gone, and you're barely here
Here comes the cocaine wakeup call
And like a boy, not a slave to fame
you kissed lipstick only after money came
Born in New York 30 years ago,
you've died several times since
Drive through tunnels and crawl through caves,
and suffer through a life no city can save
They've got an unmarked car with your name on it
So she smoked to keep from eating
and you fucked her to keep from feeling
and that was a taste, and that was a waste
now these are all of your days magnified
Style over content.
You know the other
Keep slugging it out in the superstructure
If you love something, chances are you can't afford it
Forget what's ahead and what's past
and live every day as if it were the last
The dead man never knows he's dead

Isto que sinto


«Pediste-me que guardasse tudo aquilo que te quisesse dizer, que aquela não era uma boa altura para me ouvires e que nada que tivesse para dizer seria novo para ti. Foi o que fiz. Guardei tudo nestas linhas.

Podes parar agora, se não for a melhor altura para ti, mas a Verdade está cá. E para mim chegou a Hora.

Confesso que nunca teria olhado para ti duas vezes não fosse a tua insistência.

Confesso que houve um momento, quando te disse que gostava de música alternativa e tu enumeraste quinhentos nomes de bandas, houve um nome que me despertou, que me indicou que afinal não eras o idiota que eu sempre achei que tu eras: Hedningarna. Pensei: “Ah, mas muito bem, vamos ter luta!”.

Confesso que o dia da descida do Mondego mudou a minha vida.

Confesso que tinha prometido a V que, se ele fosse, eu o acompanharia na canoa.

Mas qualquer coisa me guiou até ti e eu simplesmente caminhei. Entrei naquela canoa e senti todas as minhas âncoras recolherem. Respirei fundo e remei. Pouco, confesso. Deixei-me guiar. Abandonei-me. E o meu espírito voou de mim. Senti essas asas de anjo protector envolverem-me num abraço. E senti-me em paz desde então. Finalmente em paz. Algo me disse: “Não precisas de procurar mais. Descansa porque achaste o teu porto seguro.”.

Confesso que desde esse momento, cada dia tem sido uma sucessiva ausência de mim. Pois que quando estou contigo, sou em ti. Inunda-me a calma da certeza de pertencer àquela hora e àquele lugar. E quando não estás comigo, povoas a minha mente.

Contudo, Isto que sinto não é paixão. Não sinto essa urgência de estar ao teu lado, não sinto o frio na barriga, não sinto o coração descompassado e até dou conta dos teus defeitos. Tenho consciência que nadamos em oceanos bem diferentes. Não estou cega. Mais: penso nunca ter estado tão lúcida em toda a minha vida. Uma vez juravas que eu estava apaixonada por ti e eu neguei. É a Verdade. Outra vez falaste no risco de me apaixonar por ti: esse risco é zero. Isto que sinto tem raízes mais profundas. Mas nunca escondi que sinto coisas que não consigo definir.

Isto que sinto por ti liberta-me. Não preciso de estar contigo para me saber na tua companhia. Nunca tive saudades tuas: estás sempre comigo.

Isto que sinto por ti acalma-me. O tempo para nós acontecermos será eterno. Hoje, amanhã, nesta ou noutra vida, mas acontecerá.

Isto que sinto por ti não me escraviza. Tu é que és cativo no meu ser. Longe, perto, nos Açores ou nos meus braços, a distância é sempre nenhuma.

Mereces saber que um dia alguém sentiu Isto por ti. Isto, que eu não nomeio, porque nem eu sei o que é, pois que nunca dantes o tinha sentido.

Anseio para ti aquilo que anseio para mim.

Não te quero sufocar, se eu própria preciso do meu espaço, tenho a minha vida, os meus amigos e as minhas lutas. Desejo remar contigo.

Não te quero prender. Desejo ser livre contigo.

Não te quero subjugar. Somos dois seres em pé de igualdade.

Não te quero magoar. Não esperes de mim que o faça para que tu sintas a intensidade do punhal e encontres na ferida um sinal inequívoco do teu sentimento, um sinal verde para a avenida que deves seguir, agora que te habituavas a circular na rotunda.

Aquilo que mais desejo é que escolhas livre e imparcialmente o teu caminho, mas que escolhas um. Estás à espera de um sentimento explícito e inquestionável. Compreendo. Sempre tiveste que sofrer para amar ou amar para sofrer. É-te particularmente difícil conceber uma relação isenta de dor e dificuldade, sem grandes sobressaltos.

Se há uma coisa que aprendi com a tua chegada é a de que os sentimentos mais sólidos e profundos nascem de um pedacinho do nada e crescem tão devagarinho que nem damos conta. Um dia espreitamos e é já uma árvore secular e esplendorosa, capaz de resistir às condições mais adversas. Good things in life come in small packages.

Por isso, não esperes de mim que te ligue 700 vezes ao dia (marcação cerrada), que me tente infiltrar na tua rotina (odeio rotinas), que mande em ti (odeio ordens), que te queira mudar (haverá beleza maior do que escolher ser assim), até tu não veres outra opção que não eu.

Isso é tudo o que rejeito. Eu não colo. Não quero influir em nada nas tuas decisões. E por isso, mostro-me muitas vezes indiferente quando aquilo que mais desejava era fazer-te um carinho, mexer-te no cabelo, abraçar-te e dar-te abrigo, roçar o meu corpo no teu e saborear cada pedacinho. Tenho sede de ti, P!

Quero que juntos sejamos um porto seguro. Quero para sempre que vivas livremente e nessa liberdade me encontres.

E é desta certeza que tenho vivido. É esta certeza que me faz acordar para mais um dia que não contém a nossa Hora. É esta certeza que me alumia nas noites mais tristes. É esta certeza que tantas vezes desejei não ter, para poder sair deste impasse sabendo que estou a fazer o melhor por mim. Porque para mim, desde o Mondego não existe outro que não Tu. A espera não mata mas mói.

Vejo-te hesitante. Falta-te a coragem. Avanças. Recuas. Destabilizo-te: lê-se nos teus olhos. Mas só tu duvidas disso. Tornaste-te transparente aos meus olhos.

Sabe-o: estarei sentada num banquinho de jardim ao fundo dessa avenida que tu vais escolher. Quero ver-te chegar, com essa cadência tranquila de andar. Olhar nos teus olhos e sentir a tua Verdade. Quero que te sentes ao meu lado. Quero ficar em silêncio. E assim permanecer até escutar o meu canto ecoar em ti.»



Isto que sinto foi imortalizado em Fevereiro de 2004. Nunca foi consumado. Poderia ter vivido a vida inteira amando P platonicamente. E pior que isso, em silêncio.


Ler-se o espelho de quem fomos oferece-nos a noção do que nos é intrínseco, essencial, por conseguirmos desenhar o fio condutor. Na minha essência reside a extraordinária capacidade de me guiar vendada pelo transcendente intangível dos seis sentidos muito mais do que pelo GPS algorítmico do intelecto.


Hoje P é apenas uma sombra do homem que amei. Envelheceu. Perdeu o brilho daqueles olhos de musgo. Sabemos um do outro através de amigos comuns. Sei o quanto sofre. Sei que tem saudades. Muitas. Sei que me admira. Ainda.


Não sinto nada por ele. Nada. Nem ódio nem amor. Nem saudade nem perdão. Nem arrependimento ou compaixão. Tudo o que era dele morreu em mim.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

So tell the girls...

I could be your friend

I could be your stranger

I could be the one your mother said would be a danger

Cântico dos Cânticos


Ah! Beija-me com ósculos da tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho, e suave é a fragrância dos teus perfumes; o teu nome é como perfume derramamdo: por isso te amam as donzelas. Leva-me atrás de ti; corramos! (I, 1-4)


Dize-me, ó amado do meu coração, onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes repousar ao meio-dia, para que eu não ande vagueando atrás dos rebanhos dos teus companheiros. (I, 7)


Se não sabes, ó mais bela das mulheres, vai, segue as pisadas do rebanho e apascenta os teus cabritos junto das cabanas dos pastores. Às éguas dos carros dos Faraós eu te compararei, amiga minha; as tuas faces são graciosas entre as arrecadas; e o teu pescoço entre os cloares de pérolas. Faremos para ti cordões de ouro, marchetados de prata. (I, 8-11)


Enquanto o rei descansa no seu divã, o meu nardo exala o seu perfume. O meu amado é para mim ums bolsa de mirra, que repousa entre os meus seios. O meu amado é para mim um cacho de cipre nas vinhas de En-Gadi (I, 12-14)


Como o lírio entre os espinhos, assim é a minha amiga entre as donzelas. (II, 2)


Como a macieira entre as àrvores da floresta assim é o meu amado entre os jovens; anelo sentar-me à sua sombra, e o seu fruto é doce à minha boca. Ele introduziu-me na sala do festim, e o estandarte que desfraldou sobre mim, é estandarte de amor. Confortai-me com uvas passas, fortalecei-me com maçãs, porque desfaleço de amor. A sua mão esquerda descansa sobre a minha cabeça e a sua direita abraça-me. (II, 3-6)


Levanta-te, minha amiga, formosa minha, e vem. Eis que o Inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas. Apareceram as flores na nossa terra, chegou o tempo das canções, e nas nossas terras já se ouve a voz da rola. A figueira começou a brotar os seus figos, e a vinha em flor exala o seu perfume; Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem. Vem, minha pomba, que te ocultas nas fendas dos rochedos e nas fendas das rochas escaprpadas, mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é suave e gracioso o teu rosto. (II, 10-14)


Apanhai-nos as raposas, as raposas pequenas que devastam as nossas vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. O meu amado é para mim e eu sou para ele. (II, 15-16)


Durante a noite, no meu leito, busquei aquele que a minha alma ama; procurei-o mas não o achei. Levantei-me e percorri a cidade, as ruas e as praças, em busca daquele a quem a minha alma ama; procurei-o e não o achei. Encontraram-me os guardas que faziam ronda na cidade. «Vistes, acaso, aquele a que a minha alma ama?». Mal passara por eles, encontrei aquele a quem a minha alma ama. Agarrei-me a ele e não o largarei mais. (III; 1-4)


Oh, como és formosa, minha amada, como és formosa! Os teus olhos são como pombas, por detrás do teu véu. Os teus cabelos são como um rebanho de cabras descendo das vertentes pelas montanhas de Galaad. Os teus dentes são como um rebanho de ovelhas tosquiadas, que sobrem do lavadouro; cada uma leva dois cordeirinhos gémeos, e nenhuma há estéril entre elas. Os teus lábios são como um fio de púrpura, e o teu falar é doce. A tua face é como um pedaço de romã por detrás do teu véu. O teu pescoço é semelnate à torre de David, rodeada de troféus, da qual pendem mil escudos, todos os escudos dos heróis. Os teus dois seios são como dois filhinhos gémeos de uma gazela que pastam entre os lírios. Antes que refresque o dia e desapareçam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso. Toda és formosa, ó amiga minha, e não há mancha em ti. (IV, 1-7)


Arrebataste o meu coração, minha irmã, minha esposa! Arrebataste o meu coração com um só dos teus olhares, com uma só pérola do teu colar. Como são deliciosas as tuas carícias, minha irmã, minha esposa! Mais deliciosos que o vinho são os teus amores! O odor dos teus perfumes excede o de todos os aromas! Os teus lábios, ó esposa, destilam mel virgem; e o mel e o leite estão sob a tua língua, e o perfume dos teus vestidos é como o odor do incenso do Líbano. (IV, 9-11)


Eu durmo mas o meu coração vela. (V, 2)


Põe-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre os teus braços; porque o amor é forte como a morte, a paixão é violenta como o sepúlcro, os seus ardores são chamas de fogo, os seus fogos são fogos do Senhor. As muitas águas não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir. (VII, 5-7)





Este livro do Antigo Testamento, intitulado Cântico dos Cânticos, pensa-se ser de autoria de Salomão, datado do século IV a.C.. Não sendo um livro muito conhecido entre os fiéis e muito menos passível de ser Leitura de Homilia, está entre as Escrituras mais belas da Bíblia.


Porque o maior ensinamento de Jesus, Deus humano, é que Deus é Amor e o Amor é forte como a morte. Não há tempo nem distância que o possam curar ou atenuar...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ironia da Vida


Sms recebida no Sábado, às 11h37m, do meu piloto preferido: "Olá bom dia, Linda! Sonhei contigo :) beijo"


Resposta de I: "Bom dia e bom ano! Tão querido! Espero que tenha sido um sonho bom! Beijinhos"


Resposta do Piloto: "Para ti tb:) Foi sim senhora. É a vantagem dos sonhos: podem diferir da realidade ;) beijos"




Deus anda a trocar os sonhos a muita gente...


Post Scriptum - Por favor, não se ofendam os outros pilotos que não me enviaram sms sábado de manhã, por não serem o meu preferido. Afinal, não é todos os dias que se pilotam EH's e C130 em busca e salvamento, mas este piloto não é militar (para variar), não é cagão (para variar) e voava nos INEM's e, só por isso, tem a minha sincera admiração! Para além disso, foi o único homem que, sobrevoando a minha casa, teve a gentileza de me enviar um mms e com o título "O Castelo da Princesa".

Uma Primavera


Ontem fez 1 ano que nasceu a pequena "Perú Gordo". Foi a primeira gravidez e nascimento que acompanhei de perto e, talvez por isso, me sinta tão próxima.

Lembro-me de ter acordado com uma sms às 7 ou 8 da manhã de Sábado, dando conta do sucedido. Li e reli para ter a certeza de que estava acordada e a compreender bem. Assim que me apercebi que era mesmo verdade, os meus olhos encheram-se de lágrimas mas a sensação que as acompanhou não foi de desespero nem de angústia. Foi de um enorme bem-estar, realização, continuidade. Não posso dizer que tenha chorado (embora tenha sido essa a expressão física), mas foi certamente a primeira vez que o fiz acompanhada de felicidade.

A festinha deu uma trabalheira, mas foi muito divertida. No sábado, cozinhámos os doces todos durante uma tarde divertida e ontem dispusemos a mesa com todas as iguarias que fizemos e as que nos iam chegando com os convidados mais chegados.

Matei saudades, estive com as pessoas a quem mais quero neste mundo. Ontem fui feliz.

A Perú já tem muitos dentinhos, já diz Mamã, Papá, Cão e Bebé, já se põe em pé e faz o malabarismo de subir para a cama dos Pais sozinha. É a menina mais calminha e doce que conheço. E também a mais linda de todas. Olho azul, cabelo loiro-sueca. Vai partir muitos corações, é o meu vaticínio.

E, como se não bastasse, é filha do meu velho amigo P e minha (não tão) nova amiga H. Tenho pela Perú um amor tão grande como se fosse uma dos meus sobrinhos de "sangue".

Para recordar, aqui fica uma foto tirada do telemóvel do Papá, com a pequena Perú quando ainda tinha 1 dia de vida.




sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Vê-se mesmo que hoje é sexta-feira...Parte II

O mais importante de tudo os códigos não permitiram, mas eu transcrevo:

QUE CENA ROMÂNTICA DE UM FILME É VOCÊ?

Você é a cena final de “Casablanca”:
A vida já lhe ensinou que as mais belas histórias de amor nem sempre acabam bem. Por isso, tem uma grande capacidade de continuar sempre com a sua vida e de não insistir no que já não tem solução. Restam-lhe as recordações.


SE FOSSE UMA SELECÇÃO DE FUTEBOL PRESENTE NO MUNDIAL, QUAL SERIA?

Você é a Selecção do Brasil:
Você o chamado show de bola. Para si ganhar não é suficiente. É indispensável fazê-lo com arte. Gosta de ser o centro das atenções e de impressionar tudo e todos com as suas habilidades. Vive a vida descontraidamente e nunca faz drama, mesmo que surja uma situação mais delicada. É optimista por natureza, mas quando não consegue o que quer cai o carmo e a trindade e é um drama de novela!

Vê-se mesmo que hoje é sexta-feira...




A Maior Riqueza da Vida...



Ontem, depois de um dia horroroso de trabalho, nada melhor que uma bela corrida para "soltar os cachorros" acumulados durante o dia, pôr os pulmões a abrir ao ar frio que perfura e testar a "máquina" aos ensaios de resistência.


Para os amantes da corrida, aqui fica uma dica: levem companhia. Aumenta a vossa capacidade cardíaca.


Fui a conversar o caminho inteiro. E que conversa! E que companhia! Cansa mais, mas esquecemo-nos do propósito principal e às tantas, quando o corpo já se habituou àquele trabalhar ao rubro, parece que o nosso estado natural é conversar a correr...


Terminados que ficaram a corrida, a caminhada, os alongamentos e a conversa, entrei em euforia total. Fui para casa a 400 à hora, só de pensar na excitação que ia ter a seguir.


Subi sem chave. Uma inovação. Toquei à porta. O Pai veio atender. "Beijinho, Pai". "Beijinho, Nês". Mas eu não via mais nada à frente. Nem lhe perguntei como tinha corrido o dia. Mal bati a porta, ouvi logo o chiar do carrinho e um palrear distante. Abri a porta da cozinha com muito cuidado, mas ele já me esperava, erguendo o seu corpinho para espreitar quem aí vinha.


O meu coração batia rápido mas parou assim que lhe disse "Ah, Meu Querido Fofinho, quanta saudade!" e ele me responde com Aquele sorriso. Aquele sorriso que lhe ilumina os luzeirinhos que ele tem no lugar dos olhos, que mostra as duas serrilhazinhas que lhe irrompem na gengiva tenra e que o faz corar. Aquele sorriso de inocência. Acompanhou-o com um agitar de braços e pernas e aquela súplica conhecida do "pega-me ao colo" que eu tão bem conheço.


Acenei à Mãe, que me esperava com ternura, um cumprimento rápido.


Mal desapertei o fecho de segurança, começou a arquear as costas para que as minhas mãos coubessem entre o seu corpo e o ovo. O meu corpo e o dele conversam sem palavras. Estreitei-o junto a mim. Pegou nos meus cabelos como lianas com as duas mãos, abraçou-me o pescoço com uma força desmesurada e, como forma de agradecimento, beijou-me à sua maneira, chuchando a minha bochecha.


Cobri-o de beijos, abraços, palavras doces e macacadas. Fiz-lhe caretas e escondi a cara. Ri à gargalhada, sempre que lhe faço isto. Suspira. Suspiramos os dois. Cantei-lhe as canções que ele tanto gosta e que lhe causam tanto espanto como se fosse a primeira vez que as ouvisse. Brinquei com ele no tapete. Dancei com ele. Segurei-o enquanto jantou, abrindo aquela boquinha entre colheradas, como uma cria de passarinho. Mudei-lhe a fralda. Vesti-lhe o pijama. Adormeci-o, pela milésima vez, junto ao meu peito para que o bater do meu coração o sossegasse. Ajeitei-lhe o cobertor laranja, como o meu Pai me fez todos os dias da minha vida até ao dia em que saí de casa dele.


Já era tarde. Perdi a noção das horas, o que acontece sempre que a felicidade transborda no meu peito. Beijinho demorado à Mãe, para compensar do desleixo de há pouco. O Pai relembrou-me dos deveres familiares a cumprir no dia seguinte e levou-me à porta.


Fiz o caminho de casa em piloto automático, nem me apeteceu ligar o iPod. Ia modo em standby, cheia de pensamentos e lembranças felizes.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Convite

Aqui deixo um link, que vos convido a visitar e a olhar, não só à estética mas sobretudo ao subliminar:
Espero que apreciem "murros no estômago" tanto como eu...

Minha Amiga R


- Doutora!!!
- Senhora Engenheira!!!
- Como estás tu, Minha Querida?
- [silêncio prolongado]
- Ok, estás a trabalhar. Bora lá tomar um café hoje?
- Tá bem...a que horas?
Como sempre C chegou atrasada. Vá, um ou dois minutos, os da praxe. Já lá estava, estacionada do outro lado da rua, em frente ao M&Y. Vi um lugar a vagar mesmo em frente ao café e pensei "Nah, não me vou mexer daqui. Vou fazer as delícias de C e deixá-la vangloriar-se por ter apanhado O lugar!". Terminei de enamorar-me pelo "That's Amore" de Dean Martin que passava no iPod (sim, porque C a estacionar é perfeccionista, isto é, demora século e meio e os pneus? Bom, esses têm de ficar colados ao passeio).
- Aí está ela! [o cumprimento habitual]
- Minha Querida...
- Apanhei um mega lugar!
- [risos]
Entrámos. O Café mais parecia um palco com tantos holofotes. Escolhemos um cantinho com sofás bem confortáveis. A Mercury esganiçava-se perto demais dos nossos ouvidos "U ÁMÔR DJI JULIÊTA I RÓMÊU". Vieram três empregados perguntar o que queríamos tomar. Resposta do costume "Aguardamos outra pessoa. Depois pediremos."
10 minutos depois aparece R. Vinha com um andar calmo e as calças do seu irmão de metro e noventa vestidas. Fiz um esgar cómico do outro lado da montra. Acenou discretamente, como aliás sempre o faz.
- R, tu estás a desaparecer!
- Impressão tua! [ironia disfarçada com sorriso]
É. Confirma-se. R vinha cansada de tudo e da vida, com aquele olhar triste e abatido, fazendo um esforço imenso para aparentar boa disposição. Sob a luz intensa, pareceu-me ver vincos profundos nos olhos e uma pele acinzentada. Tinha envelhecido 130 anos. Absteve-se de falar sobre ela. Perguntou por cada uma de nós.
Falámos, falámos, falámos. R e eu partilhámos um chá verde de menta e C? Bom, C o exagero do crepe com chocolate e gelado de baunilha. A luz baixou e o tom da música pareceu acompanhar.
Falámos, falámos, falámos. R comentava educada e pausadamente, sem nos interromper, com palavras de uma enorme sabedoria e pertinência, face ao tecer do enredo da minha vida e da vida atribulada de C. Só que C, como já tive oportunidade de vos contar, fala com o corpo. Toda ela é expressão. E eu? Nem sei. Gostava de um dia ser minha própria espectadora e poder avaliar com propriedade. Mas ontem precisei da verdade. E R resolveu a charada como se estivesse desvelada desde o princípio.
- Ilusão?!?! Não Permitiu?!?! Destruição?!?! O que tínhamos?!?!
- Então, tu foste a razão pela qual o casamento terminou...
- [desolação]
C tomou a palavra, tão espontâneamente como se adivinhasse a nuvem que se abateu sobre mim. C tem de facto um sentido apurado de oportunidade.
- Mas e tu? Eu quero saber de ti!
- Sim, nós queremos é que tu fales de ti! - acorreu a C em meu auxílio.
O trabalho. Muito exigente. Cada vez mais. Noites mal dormidas. Criatividade a ferros. Cabecear durante as reuniões. Diagnóstico: consultoria.
O amor. Muito exigente. Cada vez mais. Poucas palavras trocadas. Um constante moldar de "necessidades" à medida das demonstrações esparsas que vai tendo. Diagnóstico: logo eu que tenho resposta para tudo...neste caso, nem mesmo a grande I pode ajudar. Não conheço ainda o limbo entre a tolerência relativamente às diferenças e o respeito por si próprio e pelas suas próprias necessidades no seio de uma relação feliz.
R foge como uma enguia do confronto. Da exposição. Temos que escavar bem fundo, ser astutos para abrir a flor. Conhecêmo-la bem em privado. One on one. Temos de criar essa oportunidade maravilhosa de enriquecermos juntas. É uma benção tê-la incondicionalmente a nosso lado. A constância da dádiva que R me dedica é uma prova da Fé e Confiança que tem em mim e na minha força.
Ela dá. Tudo de si. E eu? Será que estarei sempre à altura? Tudo farei...
...para R e por R

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O Poder dos Sonhos


Não falo dos sonhos que sonhamos quando estamos acrodados. Aqueles que nos fazem progredir, estabelecer objectivos de vida, criar estruturas duradouras, ir mais longe. Esses têm um poder extraordinário e é sobre esses que Pessoa se debruça em "Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce."


Falo sim, daqueles que sonhamos enquanto dormimos. Aqueles sonhos vazios de racionalidade, fruto proibido do subconsciente. Quando sonho - e sonho com mais frequência com que desejaria - acontece-me acordar muito confusa, como se não conseguisse distinguir ficção de realidade. Demoro ainda algum tempo até entender onde estou, se falta muito para ter de "acordar", colocar os neurónios back on track. Eis se não quando começam a formular-se os primeiros pensamentos estruturados, vindos de uma memória recente: a do sonho. Aqui é que vem a parte difícil.


Tanta batalha interior uma pessoa trava na vida vivida para impedir sentimemtos, pensamentos, vontades, para que depois a sua mente deite tudo a perder na vda sonhada. Quanto mais fujo, mais os meus sonhos me encontram. E dos sonhos, ninguém pode fugir.


Quero apagar esse nome que trago tatuado na mente e no coração, esse nome que mora em mim a cada momento, a cada gesto meu. Estava no caminho certo, reprimindo pensamentos, revertendo-os a favor do merecido descanso em férias. Acordo dois dias depois e entendo ter deitado tudo a perder através de um sonho que eu não posso controlar.


É duro lidar com a nossa própria traição e incoerência. Sinto-me derrotada. But then again espicaçada, desafiada. Perdi a batalha mas não perdi a guerra.


Vou cansar-me de tanta entrega. Ao trabalho, ao desporto, à família e aos amigos. Chegarei a casa constantemente exausta. Ansearei pelo conforto da minha cama. Não sonharei mais.


Ah, e a ver vamos se Mi nombre es Pablo! Encantado! não me vem fazer companhia um dia destes...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Não se esquece...nunca se esquece!

D diz:
ola I…
I diz:
Olá meu amor
I diz:
Um Santo Natal pra ti antes de mais
D diz:
tas aí I?
I diz:
agora sim
D diz:
tás boa?
I diz:
sim, e tu
D diz:
bem boua?
I diz:
sim, como tu bem sabes
D diz:
lol
I diz:
lol
D diz:
já não me lembro..
I diz:
queres ver outra vez é?
D diz:
é
I diz:
então vamos lá combinar isso
D diz:
ora..
D diz:
tava ao telef...
D diz:
então ainda tás bem boua...
D diz:
eu lembro-me mais ou menos...
I diz:
lol
I diz:
mentiroso
I diz:
lembras-te bem que eu sei
D diz:
mas isso de ver não sei se me consigo certificar... só a olhar.. sou capaz de ter mesmo que me certificar...
I diz:
à espanhol?
D diz:
lol
D diz:
sim...
I diz:
isso é que já é mais difícil
I diz:
tens de me fazer ter vontade de ser tocada
D diz:
ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
D diz:
ahhh
D diz:
pensava q havia outros impedimentos..
I diz:
não
I diz:
nada de impedimentos
I diz:
e os teus?
D diz:
eu tenho... alguns…
I diz:
ainda?
D diz:
ainda..
D diz:
posso abrir um parêntesis?
I diz:
qual?
D diz:
(pq é q tens essa frase tão desiludida e triste para esta altura do ano - "nada acontece" - escrito no teu msn… nem parece teu)
I diz:
pq não a mudo há algum tempo
I diz:
vou mudar só para ti
D diz:
ah..
D diz:
então mas o quotidiano anda fraquinho é..?
I diz:
ultimamente não
I diz:
mas vamos esperar pra ver como evolui
I diz:
se evoluir
D diz:
eheh
D diz:
voltando ao nosso assunto então…
I diz:
sim
D diz:
podes estar bem boua… mas saberás tu fazer coisas bonitas, coisas bem feitas?
D diz:
ainda…
I diz:
as coisas só saíram bem feitas pq as fizemos juntos
I diz:
it takes two
D diz:
então e qd é q poderemos combinar essa espanholada? (belo trocadilho este...)
I diz:
assim já não sei se quero
D diz:
lol
D diz:
oh I..
D diz:
uma piada de tão belo efeito..
D diz:
vais ficar cá para o natal
D diz:
?
I diz:
sim
I diz:
agora é sempre cá
D diz:
ainda sabes fazer uma bela lasagna?
I diz:
a minha prima R está grávida outra vez
I diz:
de uma menina
D diz:
uii
I diz:
ainda sei sim senhora
D diz:
mas tem a televisão avariada?
I diz:
não
I diz:
tem outro estilo de vida
D diz:
tu ja não te ris das minhas piadas...
I diz:
lol
I diz:
quem te diz que não me rio
D diz:
pelo menos não escreves..
I diz:
lol
D diz:
tb não precisas de exagerar..
I diz:
assim ficas mais descansado
I diz:
ok
I diz:
pronto já está bem
I diz:
olha
I diz:
e novidades?
D diz:
vais basar?
D diz:
lol
I diz:
qdo é o casamento?
D diz:
qual casamento?
I diz:
o teu?
D diz:
pffffff
D diz:
ó minha amiga…
D diz:
calma…
D diz:
q raio de pergunta é essa?
I diz:
tu não és homem pra casar, pois não
D diz:
tá td a casar a tua volta é?
I diz:
tudo menos eu
I diz:
e fico feliz por continuar a ser uma ameaça para as minha amigas
D diz:
então tá td a casar a tua volta...
I diz:
já todos casaram
I diz:
ou juntaram-se
D diz:
achas q não sou homem para casar?
I diz:
e tu namoras há 20 anos com a Filipa (é Filipa não é?)
D diz:
M...
I diz:
ui
I diz:
sim, M
D diz:
namoro há 3,5
I diz:
pois
I diz:
lá está
D diz:
não é 20 anos..
I diz:
é quase
I diz:
ela ainda estuda?
D diz:
Fds
D diz:
tu nao me ouves..
I diz:
sim, estou a ouvir
D diz:
não, não ouves… já falámos sobre isto..
D diz:
pq é q perguntas se ela estuda?
I diz:
pq as gajas qdo já trabalham e os gajos tb, pressionam o gajo pra casar ou juntar os trapinhos
I diz:
elas sabem pressionar
I diz:
não são cá de liberdades de escolha como eu
D diz:
lol
D diz:
tenho tido algumas pressões..
D diz:
mas ainda não me sinto preparado..
I diz:
bem me parecia
D diz:
e além disso
D diz:
sabes q a minha vida não me permite
I diz:
estás apaixonado por mim!
I diz:
lol
D diz:
COMO É QUE SABIAS??!??!!!
I diz:
lol
I diz:
you can tell
I diz:
mas então não te sentes preparado
I diz:
tu não és homem para casar
I diz:
para rotinas
I diz:
para meias de lã
D diz:
ahh então sempre achas isso....
I diz:
acho sim senhora
D diz:
mas pq é q achas isso I? fachabor de esclarecer...
I diz:
tb não estou a dizer que és um porcalhão que só serve para uma noite
I diz:
nada disso
D diz:
sim sim...
I diz:
tu sabes fazer uma mulher sonhar
D diz:
eu percebi..
I diz:
e sonhar não é pensar no que vai ser o jantar
I diz:
é pensar no que te vai fazer qdo te apanhar
I diz:
e isso é fantástico
I diz:
és um homem fantástico
D diz:
eu gosto tanto de conversar ctg...
I diz:
mas não és o amiguinho, companheiro, querido e fofinho
D diz:
tb sou...
I diz:
tu és o gajo que a gente deseja
I diz:
na marra
I diz:
tu sabes isso
I diz:
e sabes conversar
I diz:
rir e fazer rir
D diz:
eu tb sou amoroso...
D diz:
lol
I diz:
Pois eu nunca te conheci essa faceta
I diz:
e não combina ctg
I diz:
por isso não tenhas pena se não és
D diz:
claro q conheceste...
I diz:
amoroso???
D diz:
sou amoroso qd quero...
D diz:
querido..
I diz:
és capaz
D diz:
claro q sou..
I diz:
mas uma carta durante um ano inteiro não é de amoroso
I diz:
enfim, e outras coisas mais
D diz:
sabes q nunca ng me escreveu cartas tão boas e bem escritas como tu...
I diz:
lol
I diz:
por acaso até sei
D diz:
LOL
D diz:
claro…
D diz:
I.. .
I diz:
modéstia à parte eu escrevo mto bem
I diz:
mas sei amar mto melhor
D diz:
tive q me levantar às 8 da manhã em Espanha pa vir a Portugal
I diz:
e as duas coisas juntas, meu amigo, fazem maravilhas
D diz:
mandar-te uma carta
D diz:
com um bilhete para o teu concerto de sonho...
I diz:
para um certo bilhete
I diz:
exacto
D diz:
diz-me lá se isto não é ser querido..
I diz:
foste o máximo
I diz:
é mesmo verdade
D diz:
não…
I diz:
estava a ser injusta
D diz:
não é reclamar nada..
D diz:
tu tb foste espectacular...
I diz:
quando?
D diz:
não fiz mais q a minha obrigação..
D diz:
mas foi só um exº q tb sei ser querido...
I diz:
tens razão
I diz:
tenho o braço já todo torcido
D diz:
LOL
I diz:
sabes uma coisa
D diz:
conta-me…
I diz:
um auditor aqui meio velhote
D diz:
mete-se ctg…
I diz:
enviou um mail a desejar feliz natal
I diz:
sabes qual era o subject
D diz:
qual?
I diz:
boas bestas
I diz:
lol
D diz:
lol
D diz:
ahahahahh
I diz:
lol
I diz:
é tão toininho
I diz:
enfim
I diz:
mas diz lá que não fui a tua melhor "cena"
D diz:
bem mas eu quero q saibas q sou home, sim home, para casar...
I diz:
lol
I diz:
não me convence
I diz:
contudo
D diz:
depende da fase da vida em que um indibiduo está..
I diz:
D, tu és um Peter Pan
D diz:
agora...
I diz:
isso não é uma fase
D diz:
LLLLOOOLLLLL
I diz:
that's who you are
D diz:
nao me faças rir..
I diz:
pq?
D diz:
Dizer do nada q sou um peter pan…
I diz:
e és
D diz:
sou mais ou menos..
I diz:
daquelas pessoas que se irá manter jovem até morrer
I diz:
pelo espírito livre que tem
D diz:
qd estivermos juntos falar-te-ei dessa minha faceta e o pq de tu teres essa impressão..
D diz:
mas admito q tenho mais ou menos..
I diz:
tens
I diz:
e eu admiro isso
D diz:
em relação a tu teres sido a minha melhor cena..
I diz:
eu sou a avozinha da relação
D diz:
posso dizer q de vez em qd penso nisso...
I diz:
sim, conta lá
I diz:
a sério?
I diz:
qdo corre bem ou qdo corre mal?
D diz:
e sinto nostalgia... gostava de passar por isso outra vez...
D diz:
mas… sabes aquela musica do Rui Veloso
I diz:
medo
D diz:
Regras da sensatez...
I diz:
não sei mas vou já ver qual é
D diz:
nunca voltes ao lugar onde já foste feliz..
D diz:
não queiras reacender um lume já apagado..
D diz:
é uma balada muito bonita..
D diz:
não é de correr bem ou mal... não é por aí..
D diz:
penso e pronto..
I diz:
estive a ler a letra
I diz:
linda
D diz:
tás a falar a sério?
D diz:
mas é q é...
I diz:
é mesmo
D diz:
ahh
D diz:
e a musica tb é mto bonita..
I diz:
não estou a a gozar
D diz:
gosto mto dessa musica..
D diz:
pouca gente conhece..
I diz:
vou ver se há no youtube
I diz:
ora bem, então poderei dizer que sentes que foste muito feliz comigo
I diz:
sentes hoje
I diz:
mas
I diz:
e naquela altura?
I diz:
(pena a gente só perceber isso décadas mais tarde, eu incluída)
D diz:
naquela altura.. como já tive oportunidd de admitir
D diz:
não dei o devido valor..
D diz:
enfim..
D diz:
agora.. gosto muito de me meter ctg..
D diz:
e de flirtar ctg..
D diz:
exactamente por ter as recordações q tenho..
D diz:
sabes q ainda guardo msg s q me mandaste..
D diz:
mesmo ordinárias...
I diz:
lol
I diz:
oh meu deus
I diz:
a sério?
D diz:
sim..
D diz:
claro..
D diz:
são preciosidades..
I diz:
tenho tanta pena de não ter memória no tlm suficiente para as ter guardado todas
I diz:
mas vou confessar-te uma coisa
D diz:
qd tivermos juntos mostro-te..
I diz:
as primeiras mensagens que trocamos,
I diz:
pronto vá
I diz:
as primeiras 50
D diz:
LOL
D diz:
ahahah
I diz:
transcrevi-as para um caderninho que ainda guardo
I diz:
nunca mais houve nng que me fizesse ter vontade de fazer essa estupidez outra vez
I diz:
lol
D diz:
gostava de ainda, ler o teu diário acerca de mim..
I diz:
ui
I diz:
isso agora
I diz:
há lá cartas que nunca enviei
D diz:
podias fazer-me essa surpresa..
D diz:
já me contaste..
I diz:
mas D, já não seria surpresa
D diz:
aliás surpresa não..
I diz:
lol
D diz:
lol
D diz:
gesto..
D diz:
sim..
I diz:
era só um pormenor
I diz:
que é preciso esclarecer neste fórum
D diz:
foi mal utilizado.. surpresa..
I diz:
mas eu percebi
D diz:
não eras menina pa me mostrares..
I diz:
Sim pode ser que vá eu mais o diário
D diz:
acho q era giro...
I diz:
mas não sei se era capaz de estar ctg enquanto lesses
D diz:
ahhh era giro em tua casa...
I diz:
lol
D diz:
ou podemos ir a um restaurante..
D diz:
olha nem mais.. o q fazes amanhã a noite?
I diz:
ui
D diz:
tas a abrir-me o apetite..
D diz:
o q é q queres I..
I diz:
amanhã à noite
D diz:
sim.. não dá?
I diz:
vou estar com o T
ID diz:
O T?
D diz:
nao sei quem é...
I diz:
sim, o gémeos
I diz:
que me faz sonhar há prái um ano
D diz:
lol
D diz:
e então?
I diz:
vou vê-lo
I diz:
há precisamente um ano que não o vejo
I diz:
não morras de ciúmes
D diz:
mas isso vai rolar qq coisa?
I diz:
pode ser que sim
I diz:
ou pode ser que não
D diz:
iiiiiiiiii
D diz:
q corta onda..
I diz:
sabes que para ti, só a verdade
D diz:
vou mudar de janela... vou falar de futebol..
I diz:
lol
I diz:
anda cá
I diz:
não fujas
D diz:
agora já cortaste..
I diz:
tu sabes que uma parte de mim será sempre tua
I diz:
sempre
I diz:
e que eu tb penso em ti
D diz:
sabes q é ciuminho bobo... mas
I diz:
sei bem
D diz:
agora cortaste o ambiente da conversa..
D diz:
q verdade mais fria..
I diz:
há pouco a cena da Filipa/M
I diz:
tb era ciuminho
D diz:
eu sei..
I diz:
ah bom
I diz:
tu entendes-me sem que eu fale
D diz:
ja não me apanhas outra vez...
D diz:
pa esta conversa..
D diz:
sabes como sou..
D diz:
mas fala-me desse T..
I diz:
sei sim
I diz:
não tinha intenção de ferir o teu orgulho macho
I diz:
que eu tanto gosto
I diz:
sabes como é a cena das mães
I diz:
têm 5 filhos e gostam de cada um de maneira diferente
I diz:
é mais ou menos a mesma coisa com os amores
D diz:
oh.. I...
D diz:
numa conversa destas..
D diz:
puxares uma carta dessas..
D diz:
isso é o ás de trunfo..
I diz:
i had to be honest
D diz:
corta tudo..
I diz:
é mais forte que eu
D diz:
tá bem..
D diz:
dizias qq coisinha como..
I diz:
preferias que te mentisse e dissesse
D diz:
amanhã não da q já tenho coisas combinadas..
D diz:
dizias a verdd..
I diz:
ah e tal tenho um jantar da empresa
D diz:
e eu percebia..
D diz:
não..
D diz:
já tenho coisas combinadas..
D diz:
enfim...
I diz:
tens razão
I diz:
toda a razão
I diz:
mas as vidas mudam
D diz:
é igual a eu do nada dizer... a meio da nossa conversa das msg's...
I diz:
a tua tb mudou
D diz:
e das q tu foste a melhor cena na minha vida...
D diz:
sabes q tb tou a gostar mto de namorar com a M...
D diz:
lol
D diz:
mudou
D diz:
e a tua tb..
D diz:
era uma questão de suavidade...
I diz:
lol
I diz:
tens toda a razão
I diz:
eu sou uma besta
D diz:
mas como eu acho q tu até querias causar esta sensação em mim... acho q fizeste de propósito..
I diz:
uma besta que ainda pensa em ti depois das merdas que me fizeste passar
I diz:
nah nah nah nah nah
I diz:
i don't do games
I diz:
what you see is what you get
D diz:
ta bem vá.
I diz:
and so ion and so ion
D diz:
isso nao é verdd...
D diz:
u get a lot more, than what u see..
I diz:
you made my heart smile now
I diz:
mas vamos explorar esta tua última frase
D diz:
vamos lá a isto..
I diz:
sou misteriosa
I diz:
ou revelo-me na intimidade?
D diz:
isso sem duvida... tu revel…hmm.. afinal... pergunta ao teu amigo T...
D diz:
amanhã…
I diz:
não sejas parvo
I diz:
ele não me conhece assim
I diz:
como tu
D diz:
ai conhece conhece... tu até preferes ir jantar com ele amanhã...
D diz:
LOL
I diz:
bolas
D diz:
tou a brincar ctg...
D diz:
calma..
I diz:
é uma questão de ter combinado com ele primeiro
D diz:
eu sei...
I diz:
ah bom
D diz:
tu revelas-te I..
D diz:
não acho q sejas de sobremaneira misteriosa..
D diz:
pq és mto práctica e simpática qd conheces alguém..
D diz:
não és propriamente tímida..
D diz:
falas normalmente..
D diz:
mas nunca levantas muito a ponta de véu..
D diz:
quem seja inteligente, apercebe-se logo que está na presença de alguém muito interessante..
D diz:
isso sim..
D diz:
com quem pode ter uma belíssima conversa...
D diz:
e alem disso és boua...
D diz:
uma coisa q é uma vantagem nesse aspecto...
D diz:
mas sem duvida nenhuma q te revelas..
D diz:
uii..
I diz:
oh meu deus
I diz:
tu entendes-me
I diz:
tb achas que tenho opinião sobre tudo?
I diz:
a ti t'encanta a conversa
I diz:
a mim tb
I diz:
um gajo que sabe conversar
I diz:
e em bom português
I diz:
como tu
I diz:
lembras-te como nós discutíamos formas e tempos verbais
D diz:
não tens opinião sobre tudo..
D diz:
não tens opinião do q não sabes..
D diz:
agora do q sabes.. claro q sim..
D diz:
lol
D diz:
claro q sim.. eu ganhava normalmente...
I diz:
ui
I diz:
mais ou menos
I diz:
tu nunca deste um erro numa sms
D diz:
claro q não..
I diz:
d'you know how rare that is nowadays?
D diz:
por isso é q tem valor.. pq é raro..
I diz:
mas tb te digo
D diz:
mas o T tem a obrigação disso...
I diz:
é preciso ser mta boa para detectar logo os erros
I diz:
lol
I diz:
lol
I diz:
pára
D diz:
LOL
I diz:
o T é outro assunto
D diz:
NAO PARO!
I diz:
e vá pronto
I diz:
já que perguntaste
D diz:
não perguntei nada..
I diz:
ele nunca deu um mísero errinho
D diz:
mandei lá de trás..
I diz:
lol
I diz:
D
I diz:
eu vibro com as nossas conversas
D diz:
queres esclarecer mais alguma coisa acerca de ti?
I diz:
tu não falaste ainda da revelação
D diz:
sabes q tou carente.. portanto esta conversinha veio mesmo a calhar...
I diz:
é a parte que eu mais quero ouvir
I diz:
estás carente?
D diz:
até te enganaste..
D diz:
a escrever..
D diz:
mas é verdade.. estou...
D diz:
carente e tb um pouco acrente...
D diz:
nao me digas q adormeceste com a cabeça no teclado..
I diz:
estás carente?
I diz:
não
D diz:
vais perguntar mais quantas vezes?
I diz:
estive com a minha colega do lado a ver a musica de natal da rádio comercial no youtube
D diz:
17?
I diz:
lol
I diz:
lol
I diz:
lol
I diz:
só mais uma, para ver se tu desembuchas
I diz:
estás carente?
D diz:
tou
I diz:
de mimo ou de sexo do bom?
D diz:
desse do bom...
I diz:
do inovador
I diz:
do maluco
I diz:
do descomprometido
D diz:
sim sim
I diz:
tb eu
D diz:
do fora da rotina..
I diz:
tb eu
I diz:
mas eu preciso da paixão primeiro
D diz:
pois...
I diz:
lol
I diz:
esta foi uma manilha
D diz:
LOLOLOLOL
D diz:
tou-me a rir à parva...
I diz:
tb eu
D diz:
sozinho..
I diz:
lolololol
D diz:
tão a olhar para mim..
I diz:
tb eu
D diz:
pára..
I diz:
a minha colega do lado já se ri
I diz:
tou coradissima e cheia de calor
I diz:
oh meu deus
I diz:
temos mesmo de nos encontrar
D diz:
hmm...
D diz:
para quê?
I diz:
para tudo
D diz:
mesmo sem a parte da paixão...
D diz:
q tu tanto precisas...
D diz:
nao apagues...
I diz:
para comermos, rirmos, conversarmos e, se nos apetecer, pq não uma boa noite de for old times sake sex
D diz:
hmm...
D diz:
tá bem..
D diz:
eu compro isso..
D diz:
mas quero lasagna...
I diz:
isso é injusto
D diz:
então?
I diz:
quer dizer que eu farto-me de cozinhar para ti
I diz:
fico cansada
I diz:
qdo tu chegas fresco que nem uma alface só para comer
D diz:
então.. hmm...
D diz:
caga na lasagna..
D diz:
pedimos uma pizzas..
I diz:
lol
I diz:
anything
I diz:
olha lá
D diz:
diz lá..
I diz:
mas diz-me uma coisa
D diz:
digo
I diz:
querias combinar comigo este sábado
I diz:
então e ela?
D diz:
eu nao tou sempre com a M..
D diz:
hoje tenho uma jantar de natal de amigos da faculdade..
D diz:
senão tinha dito hoje...
D diz:
por isso disse amanhã..
I diz:
pois, mas sábado à noite é prime time
D diz:
pq?
D diz:
pode nao ser...
D diz:
depende..
I diz:
então?
I diz:
namorada oficial tem os fds ganhos
D diz:
sei lá.. às vezes tenho coisas combinadas..
I diz:
claro
D diz:
ou combino outras coisas pq a M não quer ir sair..
I diz:
mas sexta e sábado seguidos na época de natal?
D diz:
pq tá cansada..
I diz:
não me digas que tem que ir ao shopping comprar as meias para as avós
D diz:
ela já tem as coisas todas prontas..
D diz:
e compradas..
D diz:
mas tu tb não podes amanhã por isso..
I diz:
não me digas que não foste de fato treino aos fds comprar as prendas de natal para oferecer aos primos todos
I diz:
com ela
D diz:
não..
I diz:
pois, vês
D diz:
fui ao CCS e despachei as prendas todas..
I diz:
não és home par casar
I diz:
pois
I diz:
tb eu
I diz:
diz-me uma coisa
D diz:
mas fui com ela..
D diz:
digo amor
I diz:
(estou a fazer o diagnóstico da vossa relação)
I diz:
há qto tempo não saem pra dançar?
I diz:
eu adoro qdo me chamas amor
D diz:
é piroso..
I diz:
é hot
D diz:
ora há qto tempo...
D diz:
hmmm
D diz:
praí há um mes
I diz:
no sentido sensual
I diz:
e tu olhaste para ela e pensaste
D diz:
ó ines de vez em qd acontece.. e de vez em qd é mto bom.. o sexo..
I diz:
esta é a gaja que todos querem mas só eu é que a tenho qdo a viste dançar?
D diz:
não obstante tou carente..
I diz:
isso do sexo não quero saber
I diz:
o que eu quero saber é da envolvente
D diz:
LOL
D diz:
parva é q tu não és...
I diz:
lol
I diz:
pq?
D diz:
saber da envolvente..
D diz:
sim.. eu sei q ela é cobiçada..
D diz:
mas queres saber exactamente o quê?
D diz:
morreste outra vez..
D diz:
oh my god..
I diz:
estou aqui
I diz:
mas de vez em qdo tenho que fingir que trabalho
I diz:
e isso excita-te?
D diz:
sim..
I diz:
hmmmmmmmmmm
D diz:
mas às vezes irrita-me..
D diz:
e fico fodd..
I diz:
acredito
I diz:
és macho
I diz:
primário
I diz:
como todos os outros
I diz:
mas não é mau ser-se primário nisso
I diz:
ciúme é bom
I diz:
e dás-lhe a mão na rua?
I diz:
ou ela é que te dá a ti?
D diz:
dou-lhe a mão..
D diz:
ela tb me dá a mim..
D diz:
mas é verdd q ao fim de 3,5 anos de namoro..
I diz:
lol
D diz:
já pesa..
I diz:
e qdo a vês como é que se cumprimentam
D diz:
na cama..
D diz:
com um granda bacalhau
I diz:
lol
I diz:
lol
D diz:
lol
I diz:
lol
I diz:
mentira
D diz:
um beijinho na boca..
D diz:
não..
I diz:
inho
D diz:
uma endoscopiazinha
I diz:
lol
I diz:
à grande
D diz:
ya man
I diz:
mentiroso
D diz:
até conseguir tocar no sininho dela no fundo da garganta...
I diz:
lol
D diz:
com a língua..
I diz:
isso nng consegue
I diz:
sabes que tenho saudades de ter um namorado
D diz:
imagino..
I diz:
tb estou carente
I diz:
imaginas pq?
D diz:
eu sei q tás..
D diz:
pq as pesssoas não foram feitas para estarem sozinhas e passarem a vida
D diz:
a comer este e aquele...
D diz:
nao tou a dizer q tu o fazes...
D diz:
mas como és selectiva..
D diz:
tens um prob...
I diz:
poisssssssssssssssssss
I diz:
tu conheces-me bem
I diz:
é mm verdade
D diz:
pfff não conheço nada..
I diz:
e com a idade estou pior
I diz:
parvo
I diz:
claro que conheces
I diz:
e muito
I diz:
vejo os namoros dos outros e só me apetece vomitar monelhos de cavelos
I diz:
é tudo uma valente seca
D diz:
lllllloooooolllllll
I diz:
eu preciso do entusiasmo
D diz:
mas isso do entusiasmo.. ao inicio tens...
D diz:
mas acho q depois inevitavelmente..
I diz:
it can last
I diz:
eu acredito que é possível
D diz:
dá muita trabalho man
I diz:
se se mantiver muito mistério
I diz:
pois dá
I diz:
mas é a melhor coisa do mundo
I diz:
vale a pena o esforço
D diz:
podemos ter antes uma conversa de cama?
D diz:
é q tou a começar a pensar nisso..
D diz:
e q se calhar não me dedico o suficiente..
D diz:
e não sei quê..
I diz:
lol
I diz:
vamos mas é ter uma conversa de cama
D diz:
isso é q era..
I diz:
pois era
I diz:
mas agora preciso de me ir embora
D diz:
LOL
D diz:
e mandas novamente o às de trunfo..
I diz:
LOL
D diz:
tinhas dois??
I diz:
exacto
D diz:
q sorte...
I diz:
mas preciso mesmo de ir
D diz:
um beijo..
I diz:
ligo-te mais perto do 25
D diz:
olha…
I diz:
sim
I diz:
eu tb te amo
D diz:
manda um sms zito qd quiseres combinar a nossa noitada...
I diz:
ok
I diz:
I will
D diz:
mas sms zito dos bons..
D diz:
daqueles..
I diz:
lol
D diz:
um beijo
D diz:
gostei mto..
I diz:
não é como a tua mãe
D diz:
sim..
D diz:
nao é como a tua mãe..
I diz:
é mêmo mêmo mêmo mêmo boa
D diz:
mesmo dos bons..
D diz:
tu sabes
I diz:
eu sei
I diz:
daqueles que dá vontade de emaranhar paredes
D diz:
daqueles pa me fazerem ficar
D diz:
e sabes o q é preciso pa eu ficar
I diz:
Corado, daqueles que te fazem ficar
I diz:
com água na boca
I diz:
sei perfeitamente
I diz:
vá pronto
D diz:
ok
I diz:
um beijinho
D diz:
ainda bem q estamos esclarecidos..
I diz:
e até segunda
I diz:
are we clear?
I diz:
we so are clear
D diz:
agora se entretanto me quiseres ligar pa desejar boas festas cordialmente..
I diz:
pois
I diz:
isso vou fazer
I diz:
sabes que sim
D diz:
tás a vontadinha..
I diz:
e posso ligar a qq hora
D diz:
eu é q vou fazer.. shotora..
I diz:
olha
I diz:
ela não te vai ao tlm?????
D diz:
podes ligar se quiseres às 5 da manhã
D diz:
e se for..
I diz:
ui
D diz:
eu falo ctg qd quiser..
I diz:
temos problemas
D diz:
não tenho esses probs..
I diz:
ah bom
I diz:
ok
I diz:
we're so on
I diz:
Beijos meu AMOR
D diz:
agora isso do sms..
I diz:
sim, é que depois tu não vais querer apagar
D diz:
tenho dps q o guardar
I diz:
e depois coitada da moçoila vai dar com aquilo e
D diz:
numa pasta especial..
I diz:
toioinointoinpoim
D diz:
LOLOLOL
D diz:
panelas e não sei que..
I diz:
lol
I diz:
pois
D diz:
guardo-a nos
I diz:
nos quê?
D diz:
nos modelos...
D diz:
genero..
D diz:
estou em casa. Telefona às
D diz:
estou em reunião. Telefona às
I diz:
lol
D diz:
estou atrasado. Chego às
I diz:
os gajos são manhosos pá
D diz:
e lá no meio a tua...
D diz:
LOL
D diz:
são do pior..
D diz:
mas tem q ser uma msg q mereça ser guardada lá no meio dos modelos
D diz:
tb nao é qq uma...
I diz:
lol
D diz:
eu adoro por-te sobre pressão..
D diz:
uii a pressão de um bom sms..
I diz:
estou perfeitamente descansadinha
D diz:
mas o q é isso para ti..
I diz:
é isso mm
I diz:
tu sabes que pra mim é peanuts
D diz:
aguardarei em ânsias..
D diz:
com alguma curiosidade vá..
D diz:
gostava mais ou menos de receber e tal..
D diz:
qd quiseres manda la a merda do sms pronto
I diz:
lol
I diz:
beijinhos

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Les Mauvais Garçons


Hier j'ai trouvée un bistro magnifique pendant une grande promenade aux Bairro Alto avec mon cher J. Le bistro est décoré avec des photos de Paris, un miroir énorme et des fauteuils usés, comme chez nous. La différence était le plafond en plâtre avec des dessins baroques.

Nous avons choisis une fenêtre romantique ouverte vers Rue de la Rose.

Il a demandé un thé noir. J'ai bu un thé rouge vanillée et, ensemble, nous avons partagé du gâteau au chocolat avec du chantilly.

Délicieux, le gâteau et les chauds mots qu'on a échangé. Les garçons, bon, ils sont merveilleux...

Peut-être, ils devraient changer le nombre du bistro!
(Le photo des jeunes filles est le carte de visite du Bistro Les Mauvais Garçons)