quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Mensagem de Ano Novo


Ora, desculpem lá qualquer coisinha, mas vou só ali ser feliz!


E Bom Ano para o Mundo Todo!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Miúda de jantar




- Amor, podíamos almoçar amanhã??...


- Oh, Amor Lindo, tu lá és miúda de almoçar? Tu és é miúda de jantar!




*Simplesmente, O Maior Elogio da Minha Vida

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lavar os dentes


Retive esta expressão, a propósito de uma bela conversa tida em Salvaterra de Magos, na companhia de um casal perfeito. Ela, preguiçosa assumida, não arranja tempo para fazer render a sua mensalidade no HP. Ele, para não haver desculpas, ofereceu-lhe uma elíptica para ter em casa.


E mais: dizia que a gente também não faz tempo para lavar os dentes. Lava e pronto. E tem de lavar.


Porque não ir ao ginásio, como "ter" de ir? Vai e pronto!


Eu cá estou muito feliz com as minhas estatísticas, ora se não vejamos: Mês de Setembro - 2 vezes por semana. Mês de Outubro - 2 vezes por semana. Mês de Novembro - 3 vezes por semana.


E é mesmo assim, People, quantos mais resultados se vêem, mais vontade dá de ir malhar.


Tão higiénico como lavar os dentes. Ah, e passar o Lift Minceur Haute Définition da Clarins nas coxas e barriga todas as manhãs.


Obrigada, C! És uma Boa Amiga. E agora, mais Boa que d'antes.



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Aniversário de C


Hoje é o aniversário da minha grande Amiga C.


Espero que a surpresa chegue a tempo.


E espero que ela não leia isto, caso contrário vai achar que tudo o que eu faça hoje pode ser o início da surpresa...


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Woohoo...


...avizinha-se uma bela tarde de compras, é o que é!


Vamos lá terminar as compras de Natal. (sim, leram bem, as compras de Natal)


Este ano, para ser social/humanamente responsável, já adquiri alguns objectos de uma colega aqui do trabalho que está de baixa com cancro da mama. Temos que ajudar quem precisa e não falo de um anónimo qualquer, que, às vezes, as pessoas que estão mais perto são quem realmente precisam. Às vezes somos nós que não vemos, ou que achamos que, pelo seu estilo de vida, outros parecem precisar mais de nós.


Bom, ia eu nas compras de Natal. Já está quase tudo escolhido. Só falta uma saltada ao Ikea para comprar as restantes coisinhas. Sim, este ano, outra inovação, trata-se de coisinhas. Este ano vou poupar, excepto no caso da Mana, dos Pais e do Namorado.


Prioridades corrigidas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Maternidade


É maravilhoso ver crescer vida à nossa volta. Sem desprimor por outros amigos que foram pais há mais tempo, o repto inicial foi dado pelo meu Amigo P, com o nascimento da Pequena Perú Gordo, logo seguido da minha Mana, com o nascimento do Kiki.


Mas estes dois acontecimentos maravilhosos tomaram lugar no ano da lavra de 2007.


Eis que, este ano, três das minhas amigas de sempre foram Mães. A M deu à luz o M em Junho e a I e a AO lá nos agraciaram com a L e a M no meu querido mês de Setembro.


Resultado: temos 3 bebés lindos e três Mães ainda mais lindas com a maternidade.


Sim, penso que a maternidade muda as pessoas, embora só saberei ao certo se experimentar. Só não agora.


Agora estou centrada na descoberta de uma vida a dois, de um nós, de gargalhadas debaixo dos lençóis, de fins-de-semana esquecidos do mundo...Disto pelo qual eu tanto batalhei e, finalmente, encontrei.


Adoro bebés, acho um milagre trazermos vida ao mundo, admiro a coragem destas minhas amigas valentes.


E vem mais um bebé a caminho, da Miga C.


Cheers to all of them

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Bahhhhhhhhhhhhh

Bem sei que não tenho escrito nada. Mas tem-se passado tanta coisa.
O mais importante agora, as we speak, é que estou cheia de raiva. Tanta coisa para fazer neste mundo e eu presa aqui a contar os tostões, a pedir por amor de Deus para ter dias de férias (contadinhos) e a aturar gente parva e mal formada.
Oh God, dai-me inspiração e vontade (mais ainda) para mudar de vida!!!
Dá lá!!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Stand Up Solidário


Uma grande grande amiga que está a realizar o sonho de poder ajudar muitas crianças moçambicanas, pediu-me que divulgasse aqui neste mui nobre blogue um evento muito importante.


Nas suas prórpias palavras, "É a recta final de um projecto que não teria sido possível, ou pelo menos não teria tido o encanto que teve, sem o(s) vosso(s) contributo(s). Está a chegar ao fim a angariação de fundos e temos um cartaz de peso e uma sala de 700 lugares para encher e fazer rir! Consultem o cartaz em anexo. Espero contar com a vossa presença, num evento que já tem toque de despedida!".


Vá lá, apareçam!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Imortaliadde


E se, de repente, aquela pessoa que NÃO PODE desaparecer do vosso mundo porque na vossa mente, ela é imortal, começa a dar sinais de vulnerabilidade?



O mundo acaba, não é verdade?




Pois é, Mamãe está internada no hospital, agora fora de perigo, mas a soro por tempo indeterminado...




E eu não sei viver num mundo sem ela.




Ainda que nunca lho diga...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Los Abrazos Rotos


Podia estender-me aqui a trocar impressões sobre mais esta bela pièce de resistance, mas acho melhor irem ver com os vossos prórpios olhinhos.




É que vale mesmo a pena. O Domínio do Drama Cómico.




Ou será antes Comédia Dramática?


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

HP Parte III (and bonus)

Atão, não é que sempre que o meu PT me vê lá no ginásio, me espeta dois beijos na cara, independentemente de estar transpirada, e exclama:



- Olá, Inês! Boa! Ainda bem que veio treinar! Força!



Começo a desconfiar que fazem uma lavagem cerebral aos PT's do HP...É que só podem.



E, já que estamos numa de reclamar, podem por favor, transmitir à Administração do Shopping das Amoreiras que é feio obstruirem a saída para A5/A2 a uma sexta-feira à hora de almoço, precisamente, quando têm maior afluência.



Não há obras que justifiquem pedir aos utentes:



- Agora, tem de ir à rotunda do Marquês inverter, Minha Senhora.



Por Amor de Deus...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

HP Parte II


Deixem-me só contar-vos que a entrevista de avaliação da condição física com o Personal Trainer deixou-me completamente de rastos.


Não pelo que ele disse, notem, mas sim pelo que eu me ouvi dizer.


- Treina?

- Corro.

- Quantas vezes por semana?

- Uma, mas em média deve dar menos de três vezes em cada mês. De cada vez, faço uma estupidez de quilometros para a minha condição física.

- Mas consegue falar enquanto corre?

- Não.

- Então está claramente a correr a uma velocidade superior à que devia.

- [E novidades? Mesmo assim, toda a gente me ultrapassa...]

...

- Então e hábitos alimentares? Conte-me o que come ao pequeno-almoço?

- Cereais e iogurte ou uma torrada e sumo de laranja.

- Muito bem. E ao almoço?

- Bom, tento comer uma salada de qualquer coisa, ou uma massa salteada com azeite e legumes.

- Ok. E a meio da tarde?

- Bom, mais ou menos o mesmo que a meio da manhã: ou um iogurte ou uma peça de fruta com 3 bolachas.

- Que tipo de bolachas?

- Maria torrada.

- Até agora parece-me tudo muito bem.

- Pois, agora vem a parte pior que é o jantar, onde me desgraço sempre.

- Então?

- Sempre grandes massas com molho, ou um bom bife com batatas fritas, e vinho a acompanhar.

- Vinho? Tinto ou branco?

- Muito. Seja de que côr fôr.

- Bom, sabe que o branco faz muita retenção de líquidos. E que não deve comer tanta quantidade de comida à noite, em especial se não fôr fazer mais nenhuma actividade, porque faz disparar a insulina, armazenando mais gordura em vez de gastar as reservas que tem.

- [E novidades? Mas o que quer? A Gula é o meu maior pecado]


Resultado: plano de treino de 3 dias por semana. Dois dias por semana, 6 minutos de elíptica para aquecer, 340 máquinas para as coxas e pernas, mais 880 para os músculos das costas, 750 maneiras de fazer abdominais, 440 alongamentos e depois, para acabar, uma passadeirazita sempre nos 140/150 de ritmo cardíaco. No outro dia, posso fazer uma nataçãozita. Ah, e convém que no terceiro dia, faça uma ou outra auleca que goste.


Ah, e uma dieta rica em proteína e pobre em hidratos de carbono se não quero ficar musculada mas volumosa.


Bom, é aqui que eu corto os pulsos.


Ora, tenho peso a mais para a pouca força que tenho = massa gorda a perder de vista.

Ora, tenho 20% de stress no coração = aos 25% tenho que começar a meditar (se ele soubesse que eu já medito, quem cortava os pulsos era ele).

Ora, uma das máquinas que mede a massa gorda tinha 29,3% de gordura. Na outra tinha 22,1%. Decidam-se. É que num dos casos, estou numa condição física Fraca...


Cum camandro, que é só gordura sei eu, mas 29% na parte superior, só se eu fosse muito avantajada...


Amigos, resultado:


Preciso de toda a vossa força para me incentivarem com a dieta proteica e com o exercício 3 vezes por semana. Não aceito despautérios desincentivantes que tenho ouvido, do género:


- Bem, estás tão gorda que já nem passas nas portas!


- Vá lá, divide comigo este prato gostoso e deliciosamente calórico. Não vais fazer dieta ao fds, POIS NÃO?


- Vê lá se ficas anorética!


Isto não ajuda. Bem sei que nunca ficarei com Aquele Corpo, mas ao menos tento. Força de vontade não me falta, mas, por favor, até a mais Iron Woman do Mundo se compadece com os comentários alheios.


A melhor notícia: pode e deve haver um dia da semana para a asneira alimentar.


Por isso, se querem dividir pratos gostosos comigo, convidem-me, sim, mas AO SÁBADO.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

HP


Não, não vou comprar um portátil novo. Não, também não vou comprar um telemóvel novo (pelo menos não enquanto conseguir enfiar alguma carga na bateria do meu lindo mas estúpido Chocolate Branco). Pronto, e impressora muito menos.

Lembram-se de vos ter dito que blá blá blá o corpo aos 30 já não é a mesma coisa blá blá blá correr ou sofá blá blá blá?


Pois, inscrevi-me no ginásio, após anos de luta contra.


Nunca gostei de ginásios. Ora porque as gajas olham para o nosso corpo no duche, quando pomos creme, para os nossos sapatos a ver se são mais giros que os delas, ora porque os gajos olham lascivamente para nós enquanto treinam, ora porque nos tentam engatar, ora porque as senhas acabam depressa, ora porque o meu cabelo fica desgrenhado, ora porque é caro.


Há uns anos, na associação recreativa frequentei mais umas colegas um ginásio só para senhoras e do que gostei mais foi do ambiente descontraído. Gostei pouco foi da repetibilidade dos exercícios, que não deviam muito à variação.


E agora, eis se não quando, uns 3 ou 4 aqnos depois de ter ido pedir "orçamento" ao Holmes Place e ter ficado chocada com a obscenidade dos preços praticados, vejo que não há nada como um segundo orçamento.


Não pago jóia. Não pago as primeiras duas mensalidades. Tenho consultas de avaliação grátis. Toalhas grátis por um ano.


O único se não é mesmo a mensalidade. Ui.


Vantagens mil: variedade de actividades (incluindo aquáticas), flexibilidade de horários, poder frequentar vários clubes, um bom secador de cabelo, banho turco e "jácuze". Pronto, ok, não são mil. São só seis.


Primeira aula: next friday.


A ver se continuo motivada daqui a uns mesinhos...


Só precisava de ver resultados no meu derrière! Please God! Please! I promisse I'll behave.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Casar ou não Casar, eis a questão?


Antes, quando não havia namorado, A pergunta era:

- Então, e para quando um namorado?


Agora que tenho e, muuuuuuuuuuito lentamente, começo a apresentá-lo e a levá-lo comigo a jantares, A pergunta, mal me apanham sozinha é:


- Então, e quando é que te casas?


Pois. A minha pergunta é:


- Mas porquê?


Porque é que raio as pessoas têm de se casar? Porque é que o passo seguinte a um namoro firme é o casamento? Porque é que as pessoas assumem que O caminho a seguir é o casamento? Mesmo as que não casaram?


Ora deixem-me que me debruce sobre este assunto.


Sou romântica. Aqui me assumo. Não sou uma pedra imune a sentimentos. Antes pelo contrário, tenho-os à flôr da pele. E sou frágil, por isso.


Mas nunca me imaginei vestida de noiva. Nunca sonhei com o dia do meu casamento. Nunca achei que um papel, um contrato, mudasse alguma coisa no Amor.


O Amor é o mais importante.


Ora, sigam-me aqui: se o Amor existe, para quê contratualizá-lo? É preciso que um papel ateste que as duas pessoas se amam? É preciso um papel para que os outros aceitem um Amor?



Ou é o estatuto, género, sou casada, atingi "aquele" patamar, tenho um homem que é "meu", marcado com a "minha" aliança. Ah, e também uso o anel de noivado, só para mostrar que também existiram momentos românticos na minha vida, como O momento perdido no tempo, em que ele propôs casamento.


- Bem, mas então és contra o casamento?


- Nim.


O casamento mata o Amor. Asfixia-o. Contratualiza-o. Objectifica-o. Torna-o uma obrigação. Ainda por cima para a vida. A menos que se case pela festa. Pelo vestido. Pelos presentes. E se assuma.


O casamento convencional. O casamento entre duas pessoas que vêm o casamento como um objectivo em si e não uma etapa. As pessoas que o usam para tudo o que foi descrito acima.


Mas eu? Eu tenho Fé é no Amor. No trabalho duro que é fazê-lo durar. Fazê-lo crescer. Todos os dias. A cada instante.


Não preciso que um contrato mo lembre. Está na minha To Do list diária e deve ser tão natural como lavar os dentes a seguir às refeições. Estilo medida preventiva contra as cáries, only this time é preventiva contra o Morte do Amor.


Não acredito no casamento pelo civil. Perdoem-me as(os) minhas(meus) amigas(os) que deram o nó em frente ao notário. Isso é apenas um contrato. Um negócio.


Acredito no casamento aos olhos de Deus. No sacramento. Nos votos.


Só não acredito que, lá porque Deus abençoou, vamos lá descansar à sombra da bananeira que Ele vai fazer com que isto dure ad eternum.


Por isso, o Homem que me pedir em casamento, mais importante que dizer o sim, terá de comprometer-se com o trabalho árduo de transformar as palavras em realidades. A cada dia. Todos os dias. Até que a morte nos separe.


E, se alguma vez me ouvirem dizer Sim, é esse o sim a que me acometo. Seja na Igreja. Ou seja em Privado, sussurrado ao ouvido.


Porque a felicidade é uma escolha.





quinta-feira, 27 de agosto de 2009

The Ugly Truth


Um filme sem pretensões. Descontraído. Sem apelo à lágrima.

Adoro a Heigl. É a minha preferida da Anatomia de Grey.

E adoro a minha companhia para este filme. Jantámos. Rimos. Conversámos.

E ainda lambemos vidraças.

Muito bom!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

5 meses




"- Amor, amo-te tanto!


- Não amas nada. Tu só me queres para o sexo."




Who's who?




terça-feira, 25 de agosto de 2009

Um azar nunca vem só...


Praia da Comporta, Domingo. À pinha. Estacionámos o carro na estrada que vai para Tróia. À vinda, um estupor decidiu fazer-nos comer pó, rodando os pneus do seu Matiz com vigor na terra batida.


Como se isso não bastasse, tinha acabado com a garrafa de litro e meio de água e estava, como direi, aflitinha para ir à casa de banho. "Não te preocupes", diziam elas, "que à entrada da autoestrada há logo ali uma bomba". Mas em chegando ao começo da autoestrada a placa dizia 10 km...e eu tive mesmo de parar na berma, com os 4 piscas ligados.


Foi a risota total. Pedi-lhes desculpa pelo sucedido, but one's gotta do what one's gotta do. Meto-me novamente à estrada, fazendo o pisca e vendo se a faixa estava desimpedida. Estava.


Íamos nós ainda a gozar com o sucedido, eis se não quando, pela visão periférica, vejo um carro à minha esquerda, aproximando-se perigosamente da minha porta. Pensei "será que deixei o porta-bagagens aberto?". Vai de olhar para o retrovisor. Tudo ok.


Olhei. Era um homem gesticulando ferozmente e abalroando-me sucessivamente para a berma, abalroanços esses dos quais me safei com uma valente guinada à direita, até que me ultrapapssou e começou a travar perigosamente à minha frente, fazendo com que todos os carros atrás de mim abrandassem, colocassem os 4 piscas e apitassem.


Ultrapassei-o, mas ele seguiu-me mais uma vez e colocou-se à minha frente novamente a travar, enquanto fazia gestos que prometiam um valente enxerto de porrada. A sua mulher fazia gestos para o acalmar. Reparámos que iam duas crianças no banco de trás. Os meus institntos falaram mais alto. De repente, meti o pisca para a direita e parei, enquanto ele seguia em frente, danado. Esperámos aí uns 5 minutos.


Voltei à estrada e muito mais à frente lá estava ele a andar muito devagarinho, provavelmente à minha espera. Não deu pela minha ultrapassagem completamente incógnita entre dois carros discretos.


Chamámos a polícia pelo telefone. Disseram-nos que não podiam fazer nada enquanto não ocorresse qualquer coisa mais extraordinária. Tipo morrermos todos (nós, as 3 miúdas, e mais a família dele) na autoestrada, à mercê de um cabrão de mal com a vida. Podíamos, no entanto, apresentar queixa.


Assim que chegámos, dirigimo-nos à Superesquadra da Alta de Lisboa. Muito solicitos, os PSP iam tomar nota, mas antes, a minha advogada privativa disse-me que o animal iria ter acesso ao processo e, com isso, aos meus dados. Trata-se, claramente, de um desequilibrado que ainda poderia colocar a minha vida em risco. E depois, se ele arranjasse o argumento certo e algumas testemunhas, nada ficaria provado e estaria eu a perder anos de vida, em nome do civismo.


Nada que eu pudesse inadvertidamente ter feito justifica a animalidade de que fui (fomos) vítima(s).


Tenho 6 meses para me queixar. Não sei se o farei. O meu sentido de dever diz que sim. O meu sentido de auto-protecção diz que não.


PS - Se ele fosse meu marido, já eu estaria inscrita num daqueles programas que acolhem mulheres maltratadas.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Vicky Cristina Barcelona


Ir suar as estopinhas e correr uma horinha ou alugar um filme e vê-lo refastelada no meu sofá?


Epá, o melhor é admitir que o meu corpo mudou mesmo, que nunca mais na vida terei menos de 50 kg, que a celulite é sinal de mulher saudável e normal, que já não posso ajavardar-me em doces sempre que me apetece, que a comida italiana é boa, sim senhor, mas apenas uma vez por mês e que tenho mesmo de iniciar uma prática regular de exercício físico e não lembrar-me de Santa Bárbara só quando faz trovões.


Ainda pensei em usar o cartão da ZON TV Cabo, mas depois, como sou uma mulher tradicional, fui mesmo ao Blockbuster e peguei nesta pérola de Woody Allen.


Lembrava-me que, na altura que o filme estava nos grandes ecrãs, havia pessoas com opiniões muito díspares. Uns amaram, outros detestaram, de entre fãs "quase" incondicionais do Woody.


Ora, eu venho aqui afirmar peremptoriamente que é um grande filme. Não é o que eu acho. É mesmo aquilo que ele é, característica intrínseca.


Talvez seja por ser do contra, mas assim como um dos filmes que mais gostei do David Lynch é o The Simple Story, por ser tão simples (dah), mas tão profundo e tão diferente de tudo o que ele fez para trás e para a frente, consigo estabelecer um paralelo entre estes dois filmes e estes dois realizadores.


A ideia é filmar as coisas como acontecem na realidade. Sem fantasia. Sem opiniões (apesar de no caso do VCB haver um narrador - típico do Woody). Não tendencioso. Não exagerado nos estereótipos.


A Vicky era uma mulher normal (no sentido de Gauss, mais quantidade de mulheres pensam como ela). A Cristina, dentro da anormalidade, sofria na mesma os seus dramas interiores, não de intolerância, mas de exagerada tolerância. A Maria Elena, essa sim, posso admitir que é inprovável que exista na vida real. O Juan Antonio, um artista nada extravagante, como costumam ser "pintados" os boémios europeus pelo púdico average american.


Amei. De tão real.




quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Life's Good...


Ora o que é que se poderia esperar de uma marca de electrodomésticos com este nome?


E se se trata de uma marca de electrodomésticos, porque raio é que eu fui comprar um telemóvel LG?


Menos de dois anos depois (muito menos), descubro que o referido telemóvel, leia-se LG KG800, vulgo, chocolate branco, não só não tem memória nenhuma de armazenamento de dados (muito importante quando se pretende guardar pérolas de sms, ou os vários aniversários), como também não dá para consultar os contactos enquanto se está em chamada, como também, last but not least, a bateria não dura nem 1h em conversação.


Por estes motivos e mais alguns, a bateria está a dar o berro, ou o peido mestre (uma caricata expressão que sempre me fascinou), dado que só consigo falar 5 minutos se o telefone estiver a carregar.


Hoje vou ter uma conversinha com os senhores da Worten Mobile do Vasco da Gama, ai vou vou!


Amanhã, posto o resultado.
Em vez de Life's Good a marca devia mas era chamar-se Life Sucks.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Regressar de férias...


...é a tarefa mais hercúlea que me podem assignar.


E hoje teve de ser. O despertador tocou. Fiz uma onomatopeia que traduzia na perfeição "Eu não acredito!" e logo dois braços ternurentos vieram condoer-se de mim e abraçar-me para não largar. Ao fim de 5 minutos, lá me desenleei, enquanto esses mesmos braços continuaram o seu descanso.


Ai, se a inveja matasse!


Começo a pensar que algo vai mal...talvez este trabalho já não me preencha. Tenho mesmo de procurar ter prazer naquilo que faço e orgulho nas pessoas com quem trabalho.


E isso passa por redefinir até o sentido da minha "carreira".


Vou pensar, até fritar os miolos, numa forma de me preencher. A vida que levo cada vez menos me satisfaz.
Sempre com horas contadas para tudo, menos para as coisas que nos dão prazer.


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ringing in my ear...


This sentence's been ringing in my ear lately:


Work as if you need no money

Love as if you've never been hurt

Dance as if nowbody's watching


Specially the first part. As for the other two, been there, done that.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Faltam só duas horas...


...para me fazer à estrada, a 125 azul!!!


Woohoo! It's gonna be a hell of a weekend!!!


Temos uma bela vivendarra em Vilamoura alugada desde ontem, comidinha boa no fridge para se comer, bebidinha fresquinha para se matar a sede e, last but not least, uma bela de uma piscina para nos atirarmos no desespero do calor...


Já vos tinha dito que AMO o Allgarve de Paixão?


Ai, amo! Amo mesmo!


Aquelas noites quentes, passadas a dançar com o pé na areia, inundada de paixão.


Aqueles inícios de tarde, depois da sardinha e da salada à montanheiro, passados em deliciosas entremeadas (livro-sesta-livro-sesta).


Aquelas praias quase desertas à hora de maior calor com aqueles longos banhos de mar em que, quando chegamos à toalha, já estamos secos e temos mesmo de nos jogar à água outra vez.


...e a m*r*a dos minutos que teimam em não passar!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mais umas fériazinhas à vista...




...e já só faltam meia dúzia de dias, com uma festa no Algarve no meio!
E, nestas férias por parte incerta, vamos por aí, ao sabor da vontade, dormirndo onde dê, comendo o que nos apetecer à hora que melhor nos aprouver.
A única coisa que eu sei é que vamos namorar-nos muito, com ternura, vamos conversar com o nosso olhar, vamos andar de mãos dadas ao luar. Vamos.
Precisamos tanto disso, Amor!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O Polvo


Há dias em que desejo ser um polvo...só para ter braços que cheguem a tudo e a todos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Para a Minha Amiga C



Amiga,

Não que esta letra tenha qualquer semelhança com a tua ou com a minha vida real, mas sempre que ouço esta música lembro-me de ti.

Porque o timbre desta voz me lembra...

...o teu.

Porque ela canta isto de alma e coração, com a mesma entrega e intensidade com que...

...tu te entregas e sentes.

Porque ambas sabemos o que é sentir Aquele Amor!

Não é para quem quer. É só para quem pode.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

The Way I am...ou uma forma de dizer "Bom dia, Amor!"



If you were falling, then I would catch you. You need a light, I'd find a match. Cuz I love the way you say good morning. And you take me the way I am. If you are chilly, here take my sweater. Your head is aching, I'll make it better. Cuz I love the way you call me baby. And you take me the way I am. I'd buy you Rogaine when you start losing all your hair. Sew on patches to all you tear. Cuz I love you more than I could ever promise. And you take me the way I am. You take me the way I am. You take me the way I am.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Woohoo


Mais um objectivo quase quase cumprido: sou auditora técnica da qualidade. Já só falta marcar a auditoria de integração!


Next step: garantir os requisitos para qualificação como auditora técnica da SST.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A minha azelhice...


Como tinha relatado no post anterior, comecei o cursinho de OWD com o instrutor Manuel Leotte, o campeão nacional de mergulho em profundidade (cerca de 152 metros).


O homem é uma máquina. O protótipo da calma. Ele põe máscara, tira máscara, põe colete, tira colete, fica em Budha, fica em apneia. Enfim, nem sempre se tem o privilégio de aprender com os melhores, mas desta vez, parece que assim o é.


Só vantagens so far. O problema começa quando o instrutor gosta tanto, mas tanto, mas tanto de instruir e quer transmitir tanto conhecimento, que nos sentimos completamente afundados em informação relevante.


E o perfeccionismo.


Aquilo para ele é tão natural quanto beber um copo de água. Eu, a naba nervosa e descoordenada que achava que 14 anos de natação poderiam servir de muito para se sentir confortável debaixo de água, estava completamente enganada.


No primeiro dia, correu tudo bem no mergulho de piscina. Enche a máscara de água, esvazia a máscara, respira calmamente, nenhum frio.


No segundo dia, hipotermia depois de 1/2 hora de aula (quando a aula durou 1h30m + 45m dentro de água), não conseguir flutuar à superfície, saír a touca, engasganço, duas subidas de emergência, nervoso miudinho. Tudo melhorou no segundo mergulho. Fui ajudada a descer (aparentemente o fato era demasiado largo para mim, o colete também, pelo que a garrafa pendia para um dos lados, impedindo-me de atingir um equilibrio hidroestático como deve ser).


Não me sinto minimamente preparada para mergulhar no próximo sábado no mar de Sesimbra. Epá, não sinto! Mas vou ter que me aguentar à bomboca. Vencer os meus medos. Ver se se arranja um fato e colete XS e 2 kg de lastro.


O Manuel Leotte acha que tudo vai correr bem.


Não sei, não!


I'll keep you posted sobre futuros desenvolvimentos.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

OWD


Lá vou eu começar amanhã um cursinho de Open Water Diving...


A ver se relaxo a ver o mar...por dentro!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Esta é para ti, Meu Amor!


segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Chefe...


Não posso acreditar: o meu chefe (faz hoje anos), que é mais ou menos a pessoa mais abestalhada que conheço, fez um bolo na bimby para nós! E quem faz bolos lá em casa é ele! E mai nada!


Meu Deus, como as pessoas surpreendem!!!!!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ran Out of Gas


Na sexta-feira passada, o meu carro já indicava no computador de bordo "FUEL BAIXO". Mas como no dia anterior, a última vez que o vi, ainda dizia 150 km, não me preocupei.

Dirigia-me eu para a bomba da A2, quando toca o telefone. Era profissional. Continuei a conduzir e a falar ao telemóvel (sim, eu também prevarico). Durante a conversa perfeitamente cordial, sinto o carro a morrer, literalmente, a morrer-me debaixo do pé direito.


- "Oh, Meu Deus, mas ainda faltam 2 km para a bomba. Isto não me vai acontecer!", pensava, enquanto ultimava os pormenores com o autor da chamada telefónica.


Eis se não quando, pouco antes da tabuleta que dizia "Área de Serviço - 1 km", o carro parou. E o telemóvel morreu.


- "Calma! Desligar a chave, sair do carro pela porta da direita, vestir colete e procurar triângulo. Vá, tu consegues!"


Tinha tanta tralha na bagageira que não consegui abrir o compartimento do triângulo. Bom, ali não podia ficar. Peguei em mim e lá fui eu a caminho da bomba pela berma. Apanhei boleia com uma alma caridosa.


As meninas da GALP, cabras, ajudaram tanto como nada.


- Ai, não temos jerricans homologados para venda.

- Então e como é que eu faço para levar gasóleo?

- Só se comprar ali umas garrafas de água.

- Levo 3.

- Ai, os carros a gasóleo são muito maus de pegar. Talvez não consiga.

- E é possível ligar para a Brisa para avisar que o carro está parado só com 4 piscas?

- Sim, levante ali dinheiro que nós trocamos e depois já pode ir à cabine fazer uma chamadinha.


Bom, passadas que estavam as primeiras agruras, lá fui eu encher de gasóleo as garrafas de água (seguríssimas para transportar combustível altamente volátil e inflamável berma fora). Borrei o meu relógio DKNY e Pandora de gasóleo, tanto que, passada uma semana, ainda cheiram a vapores de hidrocarboneto. Devolvi água mineral ao ciclo (foi a única coisa de ambientalmente correcta que fiz nesse dia. Isso e franzir o sobrolho a uns trabalhadores que atearam lume num barril para grelhar a bifana para o almoço).


Pronto, lá fui eu, berma fora sob um sol impiedoso, verti lentamente as garrafas de gasóleo, sentei-me no lugar de condutor e, como quem fala ao cavalo, vá, aos 90 cavalos disse-lhes:


- "Portem-se bem!"


Dei à chave. Nada.

Dei à chave, prolongadamente. Nada.

Dei à chave, segundos que me pareceram horas. Pegou tão timidamente que pensei que tivesse ouvido mal. Confirmei. Ainda respirava.


Dei Graças ao Senhor Meu Deus e lá fui eu toda lampeira até à bomba para atestar.


Desde pequenina que sempre tive o temor a esta situação. Desde pequena que a primeira coisa que olho num carro é o indicador de combustível.


Mais uma vez, o que me lixa sempre é o excesso de confiança.


É claro que à noitinha, só podia mas era ter um ataque de choro. Eu sou assim mesmo. Aguento o tranco estoicamente, mas depois tenho que me vir abaixo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Silly Season

Perdoem-me os eruditos, mas iniciou-se a semana passada neste mui nobre blogue a Silly Season, com a notícia fabulosa dos Jimmy Choo.
Hoje deixo-vos com o trailer desse perfume de Laide, o intemporal Chanel n.º 5, com uma das minhas actrizes favoritas, Audrey Tautou.
Did I mention que fui ver Coco avant Chanel e amei? My kind'a moovie.


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Jimmy Choo na H&M


Oh, Meu Deus! Parece que a partir de Novembro vamos poder comprar uns Jimmy Choo na H&M! A primeira da fila: euzinha!


terça-feira, 23 de junho de 2009

3 Meses


...e, de surpresa, um presente escondido no travesseiro: um menino - ele -, um bouquet de corações - o nosso Amor - e uma mala de viagem: de um lado Paris, do outro uma palmeira de um qualquer país tropical - República Dominicana, sem sombra de dúvida!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Évora ou Inferno


Há muito que sabia que ia ter um baptizado no dia 21 de Junho em Évora.



Como sempre, preocupei-me com o vestido, a pulseira, os sapaticos, a côr da unha, os brincos, a lingeire, o presente para o bebé. Não faltou detalhe nenhum.



Combinei com Mamãe e Papai a hora a que passaria chez ils para os ir buscar, cerca de meia hora mais cedo que o necessário, para ainda podermos ir a casa da Prima R ver a menina a ser vestida pela Madrinha, nada mais nada menos que a Minha Mana P.



Ora pois então, 09h31 e eu nos sinais do Entreposto, a dizer mal à minha vida, que Papai nunquinha iria perdoar os 2 minutos de atraso que já levava. Mas perdoou. Mamãe recusava-se a entrar num carro tão sujo, ao que tive que explicar com modos menos bons que não trabalhava em nenhum escritório. As obras (lá está, por serem obras) não estão ainda terminadas, pelo que existe uma coisa, ou melhor, duas coisas chamadas pó e lama que, pasmem-se, vêm agarrados aos pés e aos pneus do carro, quando acontece a coisa estranha de termos de sair da voiture para participar em reuniões, ditas, de obra.



Bom, passada que estava esta fase animada do dia, em que eu, completamente empinocada me dispus a sacudir o tapete de Mamãe, passei à fase seguuinte da escolha do itinerário. A Vasco da Gama estava parada desde os Ralis. A 25 de Abril parada estava por causa dos "Veraneantes". Só há mais duas alternativas: ou um tapete voador ou, pasmem-se, Vila Franca.



Optámos pela opção (passo o pleonasmo) mais realista e decidimos rumar ao Porto Alto (diz que tem lá uma bela de uma marisqueira).



Tivemos a notícia em primeiríssima mão que a Madrinha estava literalmente parada à entrada da Vasco da Gama, por causa de uma tal de "Bike Tour". Oh, Meu Deus! A Prima R nunca iria perdoar "mais esta".



Eis se não quando chegados à Vila que diz que é Franca, mas nunca percebi muito bem este conceito, apercebemo-nos que também por ali se passeava a "Bike Tour".



E perguntam ustedes, dilectos leitores, mas o que é essa "Bike Tour"?



Pois....a "Bike Tour" é mesmo isso, milhares de totós em cima de bicicletas vestidos à pro a conduzir desaustinados pela estrada e berma acima, empacando todas as possibilidades do tráfego normal de fim-de-semana escoar dentro da normalidade.



Assim, uma viagem que duraria no máximo 1 horinha, demorou 2 e mais o estresse.



Bom, passada que estava esta etapa, chegámos à fase, quanto a mim, pior que é, vá, os 42 ºC à sombra que se faziam sentir dentro e fora da igreja. Fiz o meu melhor ar de lady para, passado 1h15m de missa não estar empapada em transpiração, com o rímel a escorrer pelas maçãs do rosto.



Consegui mais ou menos. O pior era mesmo homens vestidos de fato e gravata. Coitados.



Bom...lá se baptizou a S.. Fomos para mais um infernal cortejo até ao Copo-de-Água (não sei se é assim que se chama para Baptizados, mas vocês percebem que o que eu queria dizer mesmo era o Comes e Bebes).



Chegámos e fomos acolhidos para dentro de uma agradável sala de convívio antiga de monte alentejano a temperaturas decentes. "Ah"- respirei de alívio - "aqui vou ser tão feliz!".



Bom, lá comemos e bebemos e rimos e matámos saudades da família. Já nos tinhamo divertido o suficiente, mas havia que apagar o bolo de baptismo e da Raínha da Festa nem sombras. Tinha adormecido. Dormiu. Dormiu. Dormiu.



Não, não se pode acordar uma criança. Diz que faz mal.



Bom, o que é certo é que às 18h30 estava calor como se não houvesse amanhã.



Agradeci ao senhor que transplantou o AC para as voitures.



Aliás, estar-lhe-ei eternamente grata!








quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Toutes les Gloires de La France


Lisboa é muito bonita. É. Não viveria noutro sítio no mundo. Mentirinha. Viveria, mas poucos aninhos que eu cá sinto muita falta da minha família.


Mas lá tem comparação com Paris? Claro que não.


Em Paris, planície, há bicicletas (até o nome em francês tem mais piada: vélos) que podemos apanhar em qualquer ponto e deixar em qualquer ponto mediante o seu aluguer barato.


Em Lisboa, há 7 colinas que impedem o comum dos mortais de se lançar a essa aventura, para não falar da inexistência dos "corredores verdes" por toda a cidade.


Em Paris, há excelentes restaurantes que funcionam todo o dia e noite. E os empregados são simpáticos a qualquer hora do dia. Ou mesmo da noite.


Em Lisboa, para além do "Fechado" a partir das 23h30, caso esteja aberto, ainda temos de levar com as trombas todos-me-devem-ninguém-me-paga do coitado do empregado mal remunerado que não tem gosto nem formação nenhuma para ali estar.


Em Paris, as esplanadas estão à pinha.


Em Lisboa, com este sol que nos inunda e aquece, as poucas esplanadas que existem e que têm ordem do Papa para assentar arraiais, são povoadas de facto, mas aos fim-de-semana. Durante a semana, ninguém pára para bebericar um copo de vinho do Douro, para degustar um queijinho da serra ou mesmo para relaxar, enquanto se delicia na companhia de um bom amigo, ai desculpem, livro.


Em Paris, as casas, hotéis, restaurantes mais inusitados têm gosto. Ou melhor, quem tem gosto são os seus donos. Gosto na decoração, na produção de ambientes, na identidade nacional do bem-receber ou do reparem como sou melhor. Estão bem enquadrados com o local onde estão inseridos. Até os prédios mais modernos correspondem à traça.


Em Lisboa, há gosto em não fazer coisas típicas. Em fugir do kitsh e do popularucho. Agora aposta-se no design impessoal. Tudo branco com apontamento de côr semeado aqui ou ali.


Em Paris, assisti eu a um pique-nique em plena Place de La Concorde, com milhares de pessoas jovens, homens e mulheres, que carregavam mesas, cadeiras e cestinhos, vestidos de branco dos pés à cabeça.


Em Lisboa, as "mánifes" são coordenadas por insatisfeitos sem ordem.


Em França, o ordenado mínimo são 1300€.


Em Portugal, o ordenado mínimo são 4oo e tal.


Pois, mas não tem necessariamente de ser por aí a diferença.


Em França, todos os cuidados médicos são gratuitos para quem desconta (excluindo a taxa moderadora de euro e tal).


Em Portugal...bom, esqueçam a matéria da saúde.


Em Paris, todos os edifícios estão bem conservados. Há gosto em morar-se na cidade (haja dinheiro também). Todo o recanto tem história, carisma. As pessoas aproveitam o ar que se respira. Têm joie de vivre.


Em Lisboa, os afortunados que se sentam na esplanada ou estão reformados ou são desempregados. Quem trabalha tem que se autoflagelar com jornadas de 11h para mostrar ao patrão que se é esforçado, que se veste a camisola.


Em França, tudo é grandioso. Cada castelo, mesmo privado, foi mantido aberto ao público. Faz parte da história e merece reverência.


Em Portugal, tudo está aos caídos, excepto as excepções, passo o pleonasmo. E logo nós, que conquistámos meio mundo.


A diferença que faz ter Orgulho ou não ter.

O Sole Mio

Sou uma pessoa saudosista por natureza. Sinto saudades de familiares que já não estão entre nós, de amizades que se dissiparam, mas que são um pilar na construção da minha existência, das férias de 3 meses no Algarve. De tantas outras coisas.
Mas esta Saudade de que vos falo é mais profunda. É uma saudade que me nasce no peito sempre que te vais embora. E ainda estás comigo. Tenho pena de adormecer por saber que vou sentir saudade tua durante o nosso sono. E quando cá não estás, tenho vontade de correr a ir ter contigo. Onde quer que tu estejas. Mandar tudo às urtigas e ser Tua.
Sei que tenho de ficar. Sei que tens de ir. Também sei que não queres e que o teu sentido de dever é tão apurado quanto o meu. O sacerdócio do nosso trabalho assim obriga.
Tenho vontade de chorar quando, no rebuliço da manhã, em que me levantei atrasada e de mau humor (porque não estás comigo), recebo uma sms tua que me confessa ao olho, mas que rapidamente passa a sussurro no meu ouvido:
"Bom dia, Amor! Tá um dia lindo e só me apatece dar-te carinho e mimo durante todo o dia. Vou fugir para aí, onde andas? Beijo doce"
E lembro-me que sou Tua antes de ser do Mundo. Que é a ti que te devo o Despertar. Que é por Ti que me levanto. Que é Contigo que me deito. Que são so Teus Braços que me reconfortam do frio e do cansaço. Que é a Luz do teu Amor que me bronzeia o Espírito.
Fazes-me sentir única, especial. Todos os dias. A cada momento.
Não pela Palavra.
Não pelos Sentidos.
Mas Pela Alma.
Sim, tu conheces o Caminho. Aqui dispensas o gps.
Falas-me ao coração com o teu olhar risonho. E olhas com tanta Graça.
Olhas para o lago em Versailles e saltas para um barco a remos, porque instintivamente sabes que era nisso que pensava, e começas a cantar O Sole Mio a plenos pulmões, envergonhando os outros homens por não terem a coragem (eles próprios o afirmaram). E cantas com tanta Graça.
No meio de um cruzeiro-jantar sobre o Sena, levantas-te, arredas-me a cadeira e pegas com cuidado na minha mão para me conduzires à pista de dança. E danças com tanta Graça.
Abrigados no mesmo guarda-chuva, seleccionas uma composição dos jardins de Villandry para ilustrar o teu amor por mim: a do Amor Terno. E explicas-te com tanta Graça.
Levas-me a jantar à Opéra, um jantar que, como outros tantos, jamais esquecerei, e seleccionas uma terrina de Mariscos maior que a mesa. Tudo a que tivémos direito: três tipos de ostras, caracol do mar, búzio, mexilhão, sapateira, santola, lavagante. Já falei na melhor sobremesa de morangos de sempre? E comes com tanta Graça.
Adormeces a respirar no meu pescoço, colado a mim, como se a qualquer momento eu pudesse fugir-te, e sinto o teu corpo relaxar a cada expiração. É aqui que começa a saudade da tua Graça. E da Graça que Deus me concede em ver-te acordado ou a dormir.
Tu nem sentes, mas acordo a meio da noite e passo horas psicológicas em contemplação, velando o teu sono para que nada o possa perturbar. Quando o meu corpo acusa cansaço, pego na tua mão quente debaixo dos lençóis e ela responde, agarrando com firmeza na minha sem que tu, no entanto, pareças ter acordado. E suspiras com tanta Graça.
Quero-te ao meu lado para a Vida. Não há nada que não faça para cumprir este meu propósito.




Che bella cosa e' na giornata 'e sole
n'aria serena doppo na tempesta!
Pe' ll'aria fresca pare già na festa
Che bella cosa e' na giornata 'e sole
Ma n'atu sole,
cchiù bello, oje ne'
'O sole mio
sta 'nfronte a te!
'O sole, 'o sole mio
sta 'nfronte a te!
sta 'nfronte a te!
Quanno fa notte e 'o sole se ne scenne,
me vene quase 'na malincunia;
sotto 'a fenesta toia restarria
quanno fa notte e 'o sole se ne scenne.
Ma n'atu sole,
cchiù bello, oje ne'
'O sole mio
sta 'nfronte a te!
'O sole, 'o sole mio
sta 'nfronte a te!
sta 'nfronte a te!
Traduzindo...

What a beautiful thing is a sunny day,
The air is serene after a storm
The air's so fresh that it already feels like a celebration
What a beautiful thing is a sunny day
But another sun,
that's brighter still
It's my own sun
that's upon your face!
The sun, my own sun
It's upon your face!
It's upon your face!
When night comes and the sun has gone down,
I almost start feeling melancholy;
I'd stay below your window
When night comes and the sun has gone down.
But another sun,
that's brighter still
It's my own sun
that's upon your face!
The sun, my own sun
It's upon your face!
It's upon your face!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Feriados à Vista


Depois do sufoco que foi esta auditoria (e a sua preparação), o jet lag das férias passadas sempre a acumular-se, as obrigações e as noites mal dormidas com as preocupações, nada melhor para retemperar as forças que uma semaninha de férias para aproveitar a benesse dos feriados.


O Meu Amor e eu vamos de férias sozinhos pela primeira vez. Andámos semanas à procura do sítio ideal. Tantas semanas que perdemos grandes oportunidades. Pensámos no Egipto, na Grécia, na Nóruega, na Irlanda, em Marrocos.


Não queria mesmo repetir sítios onde ele já tivesse estado (tarefa quase inglória). E vice versa.


Mas houve um sítio mágico que nos puxou. Consensual.

Tanto, que temos de lá ir juntos.


A Nossa Primeira Viagem.


E como nestas coisas, nada melhor que aplicar a velha máxima "prognósticos, só no final do jogo!", revelarei o local escolhido quando voltar...assim, em espécie de teaser!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Auditoria à Porta


Meus Amores,


Desculpem lá qualquer coisinha, mas estaremos encerrados para balanço até ao final da próxima semana...


Não tenho tempo para nada a não ser para trabalhar e...para namorar...


Sorry lá, prioridades!


Mas depois, Amores, vai ser um tal de escrever...


Juro!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Feedback da República das Bananas...


...ai, desculpem, da República Dominicana!


Pois bem, no cômputo geral, digamos que...AMEI! É muito mais do que eu esperava.


Os postais são mesmo verdadeiros (sem fotoshop em cima...pfff, nem precisam), as praias são o Paraíso, a água quente, o sol abrasador, a areia é pó branco, os Dominicanos uns autênticos vigaristas de sorriso sempre pronto, a chuva retempera, a humidade sempre presente, a pobreza latente fora dos resorts, a cerveja El Presidente fraquinha, as margheritas fraquinhas, os Coco Locos parecem leitinho, a comida engorda gulosos (pelo menos 2,3 kg), a Iberostar é uma máquina de fazer dinheiro mas também traz muita satisfação ao cliente...enfim, tudo maravilhoso!


Excepto a pobreza! E a facilidade com que se compram antibióticos sem receita médica, sem bula e com menos um comprimido na embalagem.


Mas a simpatia derruba muros! E preconceitos.


Estou o que no estrangeiro se costuma chamar de well rested!


Dormia pouco (o sol nasce mais cedo e o desejo amanhece com ele), comia muito, apanhava escaldões sucessivos, gastámos, o meu branquelas e eu, uma embalagem de Disoderm, fiz vela em katamaran, kayak, excursão à montanha de moto 4, excursão de snorkeling às ilhas de Catalinita e Sahona para ver paisagens simplesmente divinais (dentro e fora de água), fizemos amigos Chilenos, provámos vinho Chileno, jogámos ping-pong e voley...


E mesmo assim, consegui engordar 2,3 kg...Oh, Meu Deus!


A parte mais chata das férias foram mesmo os compassos de espera nos aeroportos, as melgas e mosquitos sempre à caça do meu sangue docinho, a humidade sempre presente e a deixar o meu cabelo frisado e endiabrado.


A parte melhor das férias...o Sol, o Sal, o Calor, a Mama Joana e o Ron, aquele mar em cambiantes de branco, azul, verde, turquesa, aquele vento quente, aquela alegria no corpo...aquele Amor!


Viva el Caribe y el Amor!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quem disse que ir de férias era piece of cake?


Preparação da viagem:


- protector solar (Bronze Goddess Estée Lauder SPF 30)

- after sun (Gelée Aprés Soleill Clarins)

- Disoderm (não vá o factor de protecção 30 não funcionar em Punta Cana)

- champô com factor de protecção (Kérastase)

- máscara reparadora para o cabelo (Kérastase)

- conjunto de luvas descartáveis (para as estadas nos aeroportos)

- conjunto de 3 máscaras protectoras (idem)

- coleira com guizo para Luna

- identificador para colocar na coleira da Luna

- impressão de vários sudokus, kakuros e killersudokus

- repelente de insectos (ainda por adquirir)

- escolha dos cenários (toillettes) a usar em cada dia e em cada noite

-...e dos chinelos a condizer com os bikinis

- escolha dos medicamentos a levar (Primperam, Strugeron, Imodium, Dimicina, etc.)

- ....

- carregar o iPod

- levar o passaporte


- e que tudo isto caiba na mala

- e que essa mala não pese mais de 15 kg

terça-feira, 28 de abril de 2009

Punta Cana


Obtive opiniões muito contrárias sobre este destino. Houve quem tivesse amado e houve quem tivesse odiado. Uns amaram porque queriam era praia. Outros odiaram porque a praia não tinha nada de fabuloso. Uns amaram porque era o dolce fare niente. Os outros que sairam do resort acharam uma decadência pegada.



A esta altura do campeonato, desde que esteja sol e a água esteja caliente, por mim...é como ir ali ao Algarve em pleno Agosto: preciso e pronto!



República Dominicana não estava nos planos, mas o que interessa é que vamos 8 macacos todos juntos, ready 2 party!



Woohoo....féeeeeeeeeeeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaaasssssssssssssssssssssssssss!!!!!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nem a propósito....


Aqui vos deixo com um delicioso link de uma "mulher" sem pruridos (leia-se, sexuais) mas com bom sentido de decência humana, o que rareia nos dias que correm.


Para ler....e pensar (só para quem pode, não para quem quer).



México no more


Póvo dê Timôrr Lôrôçái,


Tenho ou não tenho azar? Cabr*es dos Porcos, pá! Agora que eu estava a menos de uma semana de embarcar nesse sonho de To Do há muito imaginado, eis se não quando aparecem uns "porcos" doentes.


Rástaparta os porcos dos mexicanos!!!


Um minuto de silêncio, ó fáchabôr, em nome das meninas da agência que estão no momento a trabalhar na pesquisa de outro destino igualmente paradisíaco. Para nós e para os 730 mil 544 vírgula 0352 turistas que "iam" para a Riviera Maya.


O egoísmo deste post toma já proporções gigantescas. O melhor mesmo é acabar por aqui e redimir este meu coração "infectado" com o virus do egotismo, de quem precisa, mais que ninguém, de umas férias de sol e praia, leituras com os pés de molho, sudokus dos difíceis e noites calientes e estreladas. Talvez também de um katamaranzito e uns mergulhos coloridos de alta visibilidade. Alapada ao meu peito do meu colchão de praia favorito, o homem musculado mais perfeito deste mundo.


Vá, agora a sério:


Um momento de oração em memória das vítimas, dos infectados, suas famílias e amigos.


Que Deus vos traga Luz e Esperança.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Quando o ATM é o nosso Melhor Amigo...


Estava eu, muito bem, a meter o cartão no multibanco, a fim de levantar uns míseros 20 euricos para pagar o parque de estacionamento, eis se não quando me bate a curiosidade mórbida de ir espreitar o meu saldo.


Woohoo!!! Mas de onde é que vem este dinheiro todo, Senhor?!?! Enganaram-se, de certezinha absoluta!!! 'Xa cá ver de onde é que isto vem?


Tunga - consulta de movimentos...


Foram os meus amigos da Associação Recreativa que finalmente pagaram uma semaninha de serviço algures em Janeiro. Tão queridos!


Vem mesmo a calhar! Com mais uma viagem aí a espreitar no mês de Junho, o melhor mesmo é começar a sonhar com um destino mais dispendioso que aqueles que tinha idealizado face ao budget existente...


Talvez NYC!!! Oh, Meu Deus!


terça-feira, 14 de abril de 2009

Sono


Aqui na obra em Estremoz cabeceia-se, a seguir a um almoço faustoso
de manteiga com pão alentejano e a bela da feijoada para acamar.




segunda-feira, 13 de abril de 2009

O meu Amor...


O meu Amor levou-me a arejar a Seteais para chá e scones.

O meu Amor fez-me uma massagem com óleo essencial, digna de um verdadeiro profissional.

O meu Amor ajudou-me a cozinhar o melhor risotto porcini que já comi.

O meu Amor dividiu comigo uma Guiness.

O meu Amor espalhou Trombocid na minha nódoa negra todas as noites.

O meu Amor foi alapado a mim até à sala de cinema.

O meu Amor ofereceu-me uma caixa de Dark Lindt.

O meu Amor dormiu ao meu lado 4 noites seguidas.

O meu Amor é doido pela Luna.

O meu Amor assumiu publicamente o nosso namoro.

O meu Amor comprou uns ténis de corrida para me acompanhar.

O meu Amor anda a planear uma saída de canoa pela Lagoa de Óbidos.

O meu Amor faz-me o meu pequeno-almoço preferido.

O meu Amor vai duas vezes ao Miradouro de Montejunto no mesmo dia, só para procurar a minha chave perdida.

O meu Amor trocou o canhão da porta.

O meu Amor levou-me a almoçar à Senhora Tasca.

O meu Amor tem um sorriso de felicidade estampado nos olhos.

O meu Amor...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Frescas


Para muitos dos que me lêem, tornou-se claro que já não escrevo com tanta regularidade. Para mim, que estou de fora, honestamente, nem me lembro que não escrevo. Faço-o quando tenho necessidade, ora porque estou extraordinariamente feliz, ora porque estou apenas alegre. Quando estou na fossa não escrevo. Para quê? A vida já é triste por si só.


Mas vim aqui hoje, povo de sucupira, para vos dar conta da felicidade imensa que me invade. Não sei se a consigo verter em pequenas palavras que, juntas, façam sentido. O que sei é que, por mais arte e engenho, nunca espelharão a verdade que me vai cá dentro.


Sempre imaginei este momento que agora vivo: amar e ser amada. Mas não às claras, não espalhando ao mundo a boa-nova. Não. No recato do meu lar, do meu coração, da nossa intimidade que diariamente se constrói. Com gestos, palavras, silêncios e mimos. Com copos de água, turco laranja, banhos à uma da manhã (hei! - não resisti, desculpem), com noites mal dormidas por não saber ainda, espero, partilhar o sono, por querer estar desperta e consciente o suficiente para que nada me escape, para poder aspirar esta felicidade na partilha. Com mil beijos ternos. Com desejo não consumado. Com estima.


Por olhar para ele e saber. Por saber que ele olha para mim e sabe. Mesmo que o não diga. Por sentirmos ambos que desta vez é que é. Por sabermos que andámos perdidos e nos achámos. Ou melhor, eu achei-o e ele deixou-se achar, I guess.


Angola? Eu digo fim do mundo, se preciso for. I will follow.


A loucura do que sinto assim convida.

sexta-feira, 27 de março de 2009

México


Woohoo, vou de férias! Ainda falta um mês e até lá vou morrer afogada em trabalho, mas isso não interessa nada...


O que interessa é que lá vou eu realizar um To Do...e mai nada!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Comporta 4 EVER


Desde que entrei na Associação Recreativa que ia anualmente à Praia da Comporta para uma auditoriazinha. Em 2008 falhei.


Tinha-lhe pedido para me levar a passear à praia, embora não tivesse especificado mais requisitos na formulação do meu desejo. Foi buscar-me bem de manhãzinha no Domingo. Já íamos a meio do caminho, quando ele me disse que tinha pensado passar para Tróia de barco com destino à Comporta.




Tive vontade de o beijar da cabeça aos pés, porque quando lhe pedi para irmos passear tinha mesmo idealizado um almoçico na Comporta. Mas não, limitei-me a olhá-lo prolongadamente e a sorrir. Não me perguntem porque é que raio não lhe disse nada, mas se há pessoa a quem poderia ter verbalizado "Como é que adivinhaste?!?" é a ele que Acredita.




Bom, estava um daqueles dias de sol e temperatura aconchegante. Passeámos a pé por Tróia. Em cada lugar, contou-me as memórias que tinha do seu tempo de miúdo e adolescente, das festas de passagem de ano, dos Tios.




E depois, lá rumámos à Comporta. Marcámos mesa no Comporta Café e passámos a manhã/início de tarde a lagartar e a tagarelar. A água estava em três palavras GE LA DA. Não tive coragem, até porque tinha ataques de tosse cada vez que me desatava a rir. E eu ri no Domingo como não ria há muito tempo. À gargalhada. Logo tossi muito.




Ligaram-nos do CC a dizer que a mesa já estava pronta. Escolhemos um robalo para os dois. Mas quem é que está interessado em saber o que comemos nós? O que tu queres sei eu...




Pois, em relação a isso posso dizer que tive momentos em que só não lhe saltei para o colo porque havia menores nas mesas vizinhas. Tudo foi Perfeito. As pausas. As ironias. A temperatura da minha água, o dissecar cirúrgico do peixe, a iniciativa de me servir, o escolher da sobremesa, a energia com que se jogou à caixinha que embrulhava a conta. Mas o milhó milhó milhó milhó foi a conversa.




Ao contrário do que o leitor possa imaginar, já não me lembro de que falavamos nós. E vocês sabem que eu não vou lá sem conversa. O quão importante para mim são as Palavras. Mas isso já não interessa nada. Como eu cresci!




O que eu retive foi...vá...a expressão da felicidade estampada na cara dele, a satisfação com que estava ali de corpo e alma, os cuidados que teve comigo, as coisas que tive vontade de lhe contar, a forma como deixava ficar as suas pernas distraidamente entrelaçadas com as minhas...




Houve um momento em que ficámos em silêncio. E sabem quando o tempo pára? Quando nem o vento se atreve a mexer um só cabelo da nossa melena? Quando o Silêncio diz mais, muito mais que as Palavras?




Foi O Momento.
Numa praia certificada perto de si...

sábado, 14 de março de 2009

Infecção Respiratória Superior


Hoje, sexta-feira treze, não podia ter um dia mais azarado. Na realidade, penso mesmo que estou em maré de azar, e passo a explicar: há cerca de duas semanas fiz uma surpresa ao meu Al e cozinhei para ele uma tarde inteira. Ele achava que me vinha buscar para irmos jantar fora. Sem me dizer nada, tinha reservado a melhor mesa de um restaurante hiper romântico e tudo. Quando ele chegou aqui abaixo à minha porta, fiz o número da fútil que se atrasou e ainda não está arranjada. Pedi-lhe que subisse. Assentiu sem protesto.


Disfarçou quando viu a mesa posta. Comemos ao som do tilintar de um copo generoso, de uma música boa a escorrer-nos cílios adentro. Por altura da sobremesa, já eu estava cheia de arrepios, mal toquei na comida. E estava a sentir-me realmente estranha (como quem treme do nervoso), mas de nada me queixei. Passámos ao Fumoir, para terminarmos uma conversa que nunca acaba.

Quando ele saiu, deixei-me ficar uns tempos no tapete frente ao aquecedor que me queimava a pele. Deitei-me na cama com o arsenal de combate ao frio: sacos de água quente e duas mantinhas de viagem por cima do edredão de Inverno. E tinha frio. Nesse momento percebi que ardia em febre. Só não sabia quanta, dado que ainda não tinha adquirido nenhum termómetro para os meus aposentos.


Passei a noite a caminho da casa de banho entre suores frios. No dia seguinte tive de faltar ao trabalho novo pela primeira vez, porque não conseguia suster-me em pé. Passei a semana toda a recuperar. Como se isto não bastasse, na segunda-feira seguinte tinha tanto calor que inaugurei o AC do carro a caminho de Estremoz. Estava a saber-me bem...


Adoeci. Achava eu que estava com gripe. Passei uma semana a automedicar-me com Cêgripes mas a febre voltava sempre ao final do dia. Desisti de ter a mania que não era nada e na sexta-feira de manhã dirigi-me às Urgências do CUF Descobertas.


Fui prontamente "triada" por uma enfermeira novinha, loirinha e com aparelhinho nos dentes e ganhei uma pulseira verde. Não esperava que me chamassem tão cedo, passada que estava a leitura do Diário Económico.


O médico, um morenaço acabadinho de chegar de férias. A paciente, a última do turno. Recebeu-me com aquele sorriso de dandy mas eu estava tão desorientada que mal lhe achei piada. Estava virado de costas para mim e de frente para o computador e perguntou-me:


- De que se queixa?

- [e eu nada, aguardando pacientemente que ele se virasse para mim para começar a desbobinar]

- [virou-se passados uns segundos que pareceram uma eternidade]

- Febre baixa, tosse seca, afonia

- Dispa-se! - enfiando-me a espátula boca adentro


Estava de soutien em pé, de costas para ele, que começou a auscultar-me. Embirrou com o soutien e pediu-me que o tirasse. Já fui auscultada aos pulmões quase tantas vezes quantas as velas do meu bolo de aniversário e nunca, repito, NUNCA nenhum médico me pediu para tirar o soutien.


Tirei e encarei-o. Tinha um ar de gozo. E eu pus o meu. Terminou de me observar e começou a escrevinhar nas receitas.


- Uma gripe comum - atirei

- Não, nada disso, uma infecção respiratória alta!

- Alta?? Como alta?

- Então, aparelho respiratório alto e baixo...

- Ah, quer dizer superior?

- Alto - teimou


Não sei o que ensinam lá na faculdade de medicina, mas não é a ter boas maneiras, de certezinha absoluta... dá Deus nozes a quem nunca poderá ter dentes...


PS - Depois de gastar 70€ em medicamentos, passados dois dias já quase nnão tenho tosse. Era estúpido mas acertou, o c*br*o do médico!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sentimentos Kafkianos


Numa festa organizada pela minha galega preferida, confessei-lhe que gostava muito de ler qualquer coisa em “espanhol” por achar a língua bonita e musical. Foi buscar-me este livro à sua biblioteca pessoal e entregou-me com tanta reserva, como se me estivesse a emprestar a pregadeira que herdara de sua avó.


Bastou um serão de um qualquer dia da semana, uma horinha numa sala de espera e mais outro serão para terminar de ler aquele que, a par do Principezinho, é para mim o melhor livro de histórias infanto-juvenis que já li.


Franz Kafka y la muñeca viajera do catalão Jordi Sierra i Fabra fez as delícias da menina que ainda existe em mim. Quis ser outra vez pequena, a Elsi de Kafka, só para que alguém cuidasse com tão extremosa dedicação da minha imaginação, do meu consolo. Mas a mim, nem na idade de Elsi me viram chorar tão desconsolada. Os meus momentos de desespero sempre foram guardados, ora no nó que cedo se formou na minha garganta, ora na mais profunda das tristezas choradas at night time under the sheets.


E na senda de Kafka peguei n’A Metamorfose. Demorei apenas uma tarde de “entremeada” entre a sesta mais deliciosa à torreira do sol algarvio e as páginas deste livro. Li-o na perspectiva literária e não filosófica.


Normal. Achei-o normal, sofrível até, não fosse pela belíssima ideia de colocar uma mente humana aprisionada num insecto nojento no lugar de narrador. Prometo que irei procurar referências da filosofia para saber o que é que de facto me escapou. I’ll let you know.

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Já sei o que foi. Com que então, a ideia era sublinhar a metamorfose de sentimentos que acompanharam a metamorfose física de Samsa, quer a sua própria, quer a dos seus familiares, aos quais, Samsa, com o suor do seu trabalho esgotante e exigente, proporcionava uma vida plena de confortos?


À medida que a esperança de melhoras desvanece, a trama descortina uma série de sentimentos de crescente repulsa, até à catarse, onde todos anseiam por ver-se livres do insecto, já não do seu tão amado filho e irmão.


Kafka, no ensejo, ainda salienta os malefícios do capitalismo dos afectos.


Tudo se compra. Não era isto que me querias dizer?